— Não precisa, eu estou bem.
Mirela saiu do seu transe e respondeu rapidamente.
Glória segurou a mão dela e perguntou com delicadeza:
— O lugar te trouxe alguma lembrança ruim? Você não precisa se forçar, podemos comer em qualquer outro lugar.
Mirela forçou um sorriso leve e respondeu:
— É verdade que deu uma saudade de repente, mas o espetinho daqui é muito bom mesmo. Seria um desperdício deixar de comer uma comida tão gostosa por causa de uma pessoa.
Ao ver que ela havia recuperado a calma, Glória sentiu-se mais tranquila.
— Tem razão. Na verdade, eu também tenho um apego emocional por esse lugar. Toda vez que volto ao país, venho aqui comer. O dono até me conhece.
As duas desceram do carro e caminharam juntas enquanto conversavam.
Sentaram-se em uma mesa ao ar livre. O dono do estabelecimento se aproximou com o cardápio e, ao vê-las juntas, pareceu surpreso antes de abrir um largo sorriso:
— Vocês duas se conhecem?
Glória assentiu.
— Sim! Você conhece ela também?
— Claro que sim, ela costumava vir sempre por aqui — confirmou o dono com um aceno, acrescentando em seguida: — Mas andou sumida nos últimos tempos.
— Estive um pouco ocupada ultimamente, mas acabei sentindo falta do seu espetinho — justificou Mirela.
— Haha, então hoje vocês vão comer até não aguentarem mais! — riu o dono, deixando o cardápio sobre a mesa. — Fiquem à vontade para escolher, vou atender os outros clientes.
— Tá bem.
Glória passou o cardápio para Mirela.
— O que você vai querer?
Mirela deu uma olhada rápida, marcou as opções com uma caneta e devolveu a lista.
Quando Glória pegou o cardápio de volta, percebeu que Mirela havia marcado dez garrafas de cerveja. Seu olhar se tornou subitamente mais complexo.
Logo terminaram de pedir e entregaram o papel ao dono.
Não demorou muito e o homem voltou trazendo um prato, sorridente:
— Aqui está uma porção de mandioca frita por conta da casa. Os espetinhos já estão quase prontos, só mais um minutinho.
Glória mergulhou em silêncio. Depois de alguns segundos, falou:
— Aconteceu uma coisa com ele, e agora não consigo mais encontrá-lo.
A expressão de Mirela endureceu momentaneamente, e ela disse em tom de desculpas:
— Sinto muito.
— Tudo bem — Glória abriu um novo sorriso. — Eu tenho certeza de que vou conseguir encontrá-lo. E quando achar, vou dar uma surra nele. Quero perguntar por que ele tem um gosto tão péssimo e por que se recusa a voltar.
Mirela notou o tom de quem falava com os dentes cerrados. Ela percebeu que Glória realmente amava aquele homem, mas que aquele amor estava impregnado de uma profunda mágoa.
Os espetinhos chegaram à mesa, acompanhados das cervejas.
Mirela abriu uma garrafa e a ofereceu:
— Quer beber um pouco?
— Eu estou dirigindo, não posso beber — explicou Glória.
Mas Mirela apenas sorriu e retrucou:
— Não tem problema, eu tenho meus seguranças. Se a gente ficar bêbada, eu peço para um deles nos levar para casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei por Amor, Me Divorcei por Dignidade
Totalmente fora de contexto esse capítulo, ficou uma bagunça....
Descontaram 20 moedas no total...
Cobraram as moedas e não disponibilizou o capítulo, de sendo que está com erro...