A parte mais difícil de qualquer plano não era criar a ideia.
Era impedir que Alana descobrisse.
E Sofia percebeu isso logo depois do almoço.
Porque, diferente das outras pessoas, Alana conhecia sua rotina melhor do que ela mesma.
Sabia seus horários.
Suas reuniões.
Seus compromissos.
E até os dias em que costumava sair mais cedo.
Por isso, quando o relógio marcou três e meia da tarde, Sofia respirou fundo antes de passar pela mesa da amiga.
— Vou encontrar meu marido. Não volto mais hoje.
Alana levantou os olhos do computador.
— Ok.
Voltou a digitar por alguns segundos antes de acrescentar:
— Vou deixar os documentos que você pediu em cima da sua mesa para amanhã e fecho a porta com a minha chave.
— Perfeito.
Sofia assentiu rapidamente.
Rápido demais.
Porque estava nervosa.
E Sofia definitivamente não sabia mentir para Alana.
Principalmente quando a mentira envolvia uma conspiração romântica organizada pelo homem que tinha partido o coração dela.
— Até amanhã.
— Até.
Sofia praticamente fugiu do escritório.
E só respirou aliviada quando entrou no elevador.
Enquanto isso, Alana continuou trabalhando normalmente.
Ou pelo menos tentou.
Porque a verdade era que nada andava normal há semanas.
Ainda assim, mergulhou nos documentos, respondeu e-mails e ocupou a mente da melhor forma possível.
O problema é que uma mentira mal planejada tinha o poder de destruir um plano inteiro.
E foi exatamente isso que quase aconteceu.
No final do expediente, Alana recolheu suas coisas e seguiu para o estacionamento.
Estava entrando no carro quando viu outro veículo descer a rampa da garagem.
Reconheceu imediatamente.
Thomas.
Ela abriu um pequeno sorriso.
Gostava dele.
Principalmente porque ele parecia fazer Sofia genuinamente feliz.
O carro dele parou próximo ao seu.
O vidro abaixou.
— Oi, Alana.
— Oi, Thomas. Tudo bem?
— Tudo.
Ele sorriu.
— E você?
— Sobrevivendo.
Thomas riu.
— Justo.
Houve um breve silêncio.
Então ele perguntou:
— A Sofia ainda está trabalhando?
Alana congelou.
Por apenas um segundo.
Mas congelou.
Porque não sabia exatamente o que responder.
Não podia dizer que Sofia estava lá.
Mas também não sabia se existia alguma surpresa planejada para Thomas.
E se estivesse estragando tudo?
— Ela...
Alana hesitou.
— Ela saiu mais cedo.
Thomas franziu a testa.
— Saiu?
— É.
Alana forçou um sorriso.
— Estava com dor de cabeça.
A preocupação apareceu imediatamente no rosto dele.
— Poxa... Ela não me falou nada.
Aquilo fez Alana se sentir um pouco culpada.
— Talvez tenha ido descansar.
Thomas assentiu devagar.
— É.
— Deve ser isso.
Então abriu um sorriso educado.
— Obrigado, Alana.
— Nada.
Poucos segundos depois, ele seguiu dirigindo em direção à saída.
Alana observou o carro desaparecer e só então percebeu que estava prendendo a respiração.
Entrou no próprio veículo.
Fechou a porta.
E soltou o ar lentamente.
— Meu Deus...
Murmurou.
Pegou o celular imediatamente.
Ligou para Sofia.
Caixa postal.
Tentou outra vez.
Nada.
Então gravou um áudio.
— Sofia, você não me disse nada. O Thomas apareceu aqui perguntando por você. Eu falei que estava com dor de cabeça.
Enviou.
Depois colocou o celular no suporte preso ao painel e colocou o cinto de segurança.
Mas, enquanto ligava o carro, uma sensação estranha começou a surgir.
Algo não encaixava.
Nada daquilo parecia uma atitude da Sofia.
Não daquela Sofia.
A mesma Sofia que organizava planilhas para organizar outras planilhas.
A mesma Sofia que planejava compromissos com uma semana de antecedência.
A mesma Sofia que jamais inventaria uma desculpa qualquer.
Alana segurou o volante.
Pensativa.
Porque, de repente...
Aquilo tudo começou a parecer muito estranho.
Às quatro da tarde, o restaurante estava no raro momento de tranquilidade entre o almoço e o jantar.
As mesas do salão principal estavam vazias, alguns funcionários organizavam o ambiente para a noite e o movimento da cozinha era mínimo. Foi justamente por isso que Enzo escolheu aquele horário. Precisava conversar. E precisava fazer isso longe de clientes curiosos.
Sentado em uma das mesas mais reservadas do segundo andar, ele olhava o relógio pela terceira vez em menos de cinco minutos.
Não porque estivesse ansioso.
Ou pelo menos era isso que continuava repetindo para si mesmo.
A primeira a chegar foi Emma.
Assim que o viu, cruzou os braços.
— Ainda dá tempo de desistir.
— Não vou desistir.
— Foi o que eu temia.
Poucos minutos depois, Eloise e Laís apareceram.
Eloise observou Enzo por alguns segundos antes de olhar para Emma.
— Ele está com essa cara desde quando?
— Desde que decidiu fazer uma loucura.
— Péssimo sinal.
Laís sentou-se ao lado delas.
— Eu estou animada.
— Você sempre fica animada quando existe possibilidade de desastre.
— Porque normalmente rende boas histórias.
A conversa continuou por alguns minutos até Sofia e Nathalia chegarem. Assim que as duas se acomodaram à mesa, Enzo respirou fundo e observou todas as mulheres à sua frente.
Agora não tinha mais volta.
— Certo. Agora que todas estão aqui, vou ser direto.
O silêncio foi imediato.
Emma estreitou os olhos.
Sofia cruzou os braços.
Nathalia apoiou os cotovelos sobre a mesa.
Eloise parecia desconfiada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...