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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 584

Alana praticamente não dormiu.

Passou boa parte da madrugada encarando o teto, revivendo a ligação do porteiro, imaginando a expressão de Enzo ao ouvir que ela não queria recebê-lo e se perguntando pela centésima vez se tinha feito a coisa certa.

Quando o despertador tocou, ela já estava acordada.

Tomou um banho gelado tentando colocar os pensamentos em ordem. Não funcionou. Tomou apenas um café rápido, pegou a bolsa e saiu de casa apressada demais para alguém que sequer sabia para onde estava correndo.

Quando chegou ao escritório, atravessou o hall da empresa em passos rápidos. Mal cumprimentou a recepcionista, largou a bolsa e os documentos sobre a própria mesa e seguiu diretamente para a sala de Sofia.

Sem bater.

Sem avisar.

Sem qualquer cerimônia.

A porta se abriu de repente.

Sofia, que estava sentada atrás da mesa analisando alguns documentos, levantou os olhos assustada.

— Meu Deus. O que foi isso?

Alana parou no meio da sala.

Respirando rápido.

Nervosa.

Desesperada.

— Ele apareceu.

Sofia franziu a testa.

— Quem?

— Enzo.

A advogada largou imediatamente a caneta.

— O quê?

— Ele foi até o meu prédio ontem à noite.

Sofia arregalou os olhos.

— Espera.

Ela apontou para a cadeira.

— Senta e começa do início.

Alana ignorou completamente a sugestão.

Continuou andando de um lado para o outro da sala.

— O porteiro me interfonou. Disse que ele estava lá embaixo. Que queria subir.

Sofia já estava sorrindo.

Um sorriso que deixou Alana ainda mais nervosa.

— E aí?

— E aí nada.

— Como assim nada?

— Eu não deixei ele subir.

O sorriso desapareceu do rosto de Sofia.

— Você fez o quê?

Alana parou de andar.

— Eu não deixei ele subir.

— Alana Duarte...

A voz saiu lenta.

Perigosa.

— Eu proibi a entrada dele.

Sofia ficou alguns segundos em silêncio.

Tentando processar.

— Você está doida?

— Eu estava nervosa!

— Nervosa?

Sofia levantou da cadeira.

— O homem foi atrás de você!

— Eu sei!

— Foi até o seu prédio!

— Eu sei!

— Depois de tudo o que aconteceu!

— Sofia, eu sei!

A advogada passou as duas mãos pelo rosto.

Como se estivesse perdendo a paciência.

— E o que exatamente você fez?

Alana apontou para si mesma.

— Você queria que eu recebesse ele daquele jeito?

— Que jeito?

— Eu estava usando um pijama velho!

Sofia piscou.

— Isso é sua defesa?

— Eu estava horrível!

— Alana...

— Tinha sorvete pela sala inteira!

— Alana.

— Eu tinha chorado!

— ALANA!

Finalmente ela ficou em silêncio.

Sofia cruzou os braços.

— Então você pedia cinco minutos.

— O quê?

— Você dizia para ele esperar.

Simples.

Alana abriu a boca.

Fechou.

Porque aquilo fazia sentido.

Muito sentido.

Sofia continuou:

— Você dizia que estava terminando uma reunião.

Que estava ocupada.

Que precisava de alguns minutos.

Inventava qualquer coisa.

Mas não expulsava o homem.

Alana afundou na cadeira.

Derrotada.

— Meu Deus...

— Exatamente.

— Meu Deus...

— Exatamente de novo.

Alana apoiou o rosto nas mãos.

— Eu entrei em pânico.

— Eu percebi.

Por alguns segundos o silêncio tomou conta da sala.

Até que Alana levantou os olhos.

E Sofia viu imediatamente.

O brilho.

O medo.

O arrependimento.

Tudo junto.

— E agora?

A voz saiu pequena.

Frágil.

Quase infantil.

Sofia suspirou.

Então caminhou até a amiga e sentou na cadeira ao seu lado.

— Agora?

Alana assentiu.

Sofia segurou uma das mãos dela.

— Agora você para de agir como uma maluca.

Alana soltou uma risada nervosa.

— Sofia...

— Estou falando sério.

Você ama ele.

Ele ama você.

Vocês brigaram.

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