Enfim sexta-feira.
Cidade Norte amanheceu iluminada por um céu limpo e um sol bonito demais para combinar com a quantidade absurda de trabalho que Alana tinha pela frente. Mesmo assim, naquela manhã, ela estava estranhamente animada. Ou talvez ansiosa. O que era ainda pior.
Assim que entrou no carro, fechou a porta devagar e apoiou as mãos no volante por alguns segundos antes de respirar fundo.
Era hora de responder.
Pegou o celular lentamente enquanto tentava manter a expressão séria.
— Passo dois: esperar quase vinte e quatro horas para responder o primeiro contato — murmurou para si mesma.
Segundo anos de estudo intensivo em dark romance, romances hot e protagonistas femininas emocionalmente desequilibradas, homens bonitos precisavam sofrer um pouquinho.
Alana abriu a conversa, releu a mensagem dele mais uma vez e sorriu sozinha igual idiota antes de começar a digitar:
-> "Bom dia, Enzo. Eu recusei parcialmente. Ainda estou aberta a negociações."
Ela releu a mensagem três vezes antes de enviar.
Perfeito. Provocativo. Levemente perigoso. Exatamente como as protagonistas dos livros fariam. Ou pelo menos era isso que ela esperava.
— Isso… instiga e rejeita de novo — murmurou satisfeita enquanto ligava o carro.
Alana saiu da garagem dirigindo pelas ruas de Cidade Norte com a janela aberta, música tocando alto e uma sensação perigosamente divertida crescendo dentro dela. Talvez estivesse começando a gostar daquele jogo mais do que deveria.
O problema era Enzo Rocha.
E homens como ele nunca eram seguros.
Mal tinha chegado ao estacionamento do escritório quando o celular vibrou sobre o painel. O coração dela disparou automaticamente.
— Não.
Pegou a bolsa, respirou fundo e deu bronca em si mesma antes de sair do carro.
— A senhorita só vai abrir essa mensagem quando chegar na sala.
Tentou ignorar a ansiedade. Falhou miseravelmente.
Porque durante todo o caminho até o elevador sua cabeça gritava exatamente a mesma coisa:
Ele respondeu rápido demais.
Alana entrou praticamente voando no escritório, cumprimentando algumas pessoas no automático até finalmente alcançar sua sala. Fechou a porta, sentou na cadeira, pegou o celular e abriu a conversa imediatamente.
-> "Bom dia, minha linda advogada. Minha proposta: um jantar hoje. Mas no meu restaurante. Então tenho direito a recorrer?"
Alana soltou uma risada baixa antes de jogar a cabeça para trás na cadeira.
Aquele homem era perigosamente bom em provocar.
Mas tudo bem. Porque agora a parte dois da estratégia entrava em ação.
Ela digitou rapidamente:
-> "Aceito. Preciso julgar suas habilidades culinárias."
Ficou olhando a tela por alguns segundos antes de bloquear o celular novamente.
O sorriso continuava ali. Grande demais. Ridículo demais. E completamente impossível de controlar.
O dia passou devagar demais para Alana. Trabalho acumulado, reuniões, documentos e petições ocupavam sua mesa desde cedo, mas nada parecia suficiente para distrair sua mente por completo.
Porque, no fundo, ela sabia exatamente o motivo daquela ansiedade.
Enzo Rocha.
Ou melhor…
o jantar com Enzo Rocha.
Quando o relógio marcou dezessete e trinta, Alana praticamente suspirou de alívio antes de sair do escritório o mais rápido que conseguiu. O trânsito de Cidade Norte ajudou a aumentar ainda mais sua ansiedade durante o caminho até em casa.
Horas depois, já passava das dezenove quando ela terminou de se arrumar.
Alana conferiu o próprio reflexo no espelho uma última vez antes de sair.
O vestido marrom acetinado abraçava seu corpo perfeitamente, marcando suas curvas sem exagero. O tecido brilhava discretamente sob a luz, criando um contraste bonito contra sua pele clara. O decote suave caía elegantemente sobre o colo, enquanto a modelagem justa desenhava sua cintura e quadris de forma perigosamente provocante.
Nos pés, um salto branco delicado alongava ainda mais suas pernas, enquanto o cabelo preso em um coque despojado deixava algumas mechas castanhas soltas emoldurando seu rosto de propósito.
Bonita, sensual, mas sem parecer que tinha tentado demais.
Exatamente como queria.
Alana respirou fundo antes de pegar a bolsa.
— É só um jantar — murmurou para si mesma.
Mentira.
Ela claramente já estava emocionalmente envolvida demais para acreditar nisso.
Poucos minutos depois, entrou em um carro de aplicativo e seguiu pelas ruas iluminadas de Cidade Norte em direção ao restaurante.
Enquanto isso, Enzo estava perigosamente de bom humor.
Assobiava baixo enquanto organizava alguns pratos na cozinha, algo raro o suficiente para fazer dois cozinheiros trocarem olhares desconfiados.
— O chefe tá feliz hoje — um deles comentou baixo.
— Isso me preocupa.
Enzo ignorou completamente os comentários até que uma das funcionárias apareceu na entrada da cozinha.
— Chef… a Alana Duarte chegou.
O sorriso surgiu imediatamente. Automático. Incontrolável.
Enzo limpou as mãos rapidamente no pano do avental antes de entregá-lo para outro funcionário.
— Assume aqui pra mim.
O homem arqueou uma sobrancelha.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...