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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 297

Emma abriu a porta antes mesmo que Sofia e Thomas pudessem tocar a campainha.

— Finalmente! — ela exclamou, puxando Sofia para um abraço e dando um tapinha no braço de Thomas.

A sala estava cheia e viva.

Ricardo e Nathalia já estavam lá, taças na mão, rindo de alguma piada interna.

Laís e Heitor discutiam sobre quem era melhor no truco — sem ninguém ter pedido essa discussão.

Thomas cumprimentou os rapazes com aquele aperto de mão forte.

Sofia foi imediatamente sequestrada pelas meninas.

— Até que enfim, mulher! — Nathalia cutucou.

— A santinha tava se arrumando demais… tá explicado — Laís completou, olhando Thomas com malícia.

Ele ergueu uma sobrancelha. Sofia quase morreu de vergonha.

A campainha tocou novamente.

Todos se entreolharam… e comemoraram.

— Graças a Deus! — Emma gritou, colocando a mão na cintura.

Ela abriu a porta e Eloise apareceu, linda e radiante com a barriga já bem marcada.

Augusto veio logo atrás, segurando a bolsa dela como quem segura um tesouro.

— Vocês não sabem como é difícil sair de casa com uma grávida. — Augusto disse rindo, beijando a testa dela.

Eloise revirou os olhos como sempre.

— Mentiroso. Eu tava pronta faz tempo, ele que ficou escolhendo terno! — ela retrucou, arrancando risos.

A mesa já estava posta.

Pratos quentes.

Toalha bonita.

Perfume de alho e alecrim no ar.

Emma bateu palmas:

— Todo mundo pra mesa! Senão a comida esfria!

Thiago, com o orgulho de quem cozinhou metade do cardápio, sorriu satisfeito.

Eles se sentaram.

Conversas cruzadas.

Risos espontâneos.

Aquele clima de lar que só acontece quando as pessoas realmente se amam.

Sofia observava com calma, com um sorriso leve — amava ver todos ali, juntos, inteiros.

Thomas inclinou-se no ouvido dela:

— A gente precisa fazer um jantar assim no nosso apartamento.

Sofia engasgou no vinho.

— N-nosso?

Thomas mordeu um sorriso.

Nathalia ouviu só o suficiente para bagunçar:

— Thomas, para de falar safadeza pra nossa santinha!

Sofia quase se afundou debaixo da mesa.

Todos riram.

Então veio a sobremesa.

Emma e Thiago entraram na cozinha e voltaram com os pratos cobertos por tampas metálicas.

Augusto franziu o cenho.

Laís arqueou as sobrancelhas.

Eloise segurou a barriga como se estivesse prestes a desmaiar.

— Se vocês não falarem AGORA, eu juro que caio dura no chão! — Eloise dramatizou, segurando o peito.

— Credo, que drama — Laís riu.

Thiago respirou fundo, pegou a mão da Emma e olhou para todos ao redor da mesa.

— A gente tá muito feliz de dividir isso com vocês.

Emma sorriu, emocionada.

— Deus foi muito bom comigo…

— me deu amigas leais, um namorado romântico — ela cutucou Thiago — e agora…

Thiago apertou o ombro dela.

— Podem abrir.

As mãos levantaram as tampas ao mesmo tempo.

Silêncio por um segundo.

Depois—

— MEU DEUSSSS! — Nathalia gritou.

Na mesa…

Um sapatinho branco.

Minúsculo.

Perfeito.

Promessa de vida.

O grupo explodiu.

Emma e Eloise choraram juntas.

Laís caiu para trás na cadeira.

Ricardo abraçou Thiago gritando que ia ser “tio alcoólatra”.

Heitor levantou os braços para o céu.

As meninas começaram imediatamente a disputa:

— EU VOU SER MADRINHA! — Sofia.

— EU CHEGUEI PRIMEIRO! — Laís.

— EU TENHO CRIANÇA EM CASA, TENHO EXPERIÊNCIA! — Eloise.

— Estou feliz com minha criança. — Nathalia comentou rindo.

Emma ria e chorava ao mesmo tempo.

Thomas abraçou Sofia por trás, beijo no ombro, enquanto ela filmava tudo com lágrimas nos olhos.

Era um daqueles momentos raros…

Nathalia:

— E a madrinha também.

Eloise:

— VOCÊS VÃO TER QUE BRIGAR COMIGO.

Sofia só assistia, rindo sozinha no celular, enquanto o grupo continuava numa guerra carinhosa por um bebê que nem tinha mostrado o rosto ainda.

Enquanto isso, na delegacia, Thomas lidava com outro tipo de tensão.

Bruna continuava… aparecendo.

Aparecendo mais do que precisava.

Puxando assunto demais.

Sorrindo demais.

Concordando com tudo o que ele dizia.

Elogiando detalhes que ninguém sequer notava.

Thomas sempre manteve postura impecável.

Sempre.

Mas, naquela semana…

Ele finalmente percebeu.

Os olhares demorados.

A aproximação calculada.

As desculpas para permanecer ao lado dele.

A forma como ela sorria quando Sofia não estava por perto.

E, por mais que tentasse negar para si mesmo, uma verdade incômoda se firmou:

Sofia estava certa.

Bruna tinha intenção.

E a ideia de Sofia, mesmo por um segundo, ter sentido isso sozinha…

pesou.

Pesou muito.

Foi assim que Thomas, pela primeira vez, cogitou algo que nunca pensou que precisaria:

pedir a troca de parceira.

Não para evitar fofoca.

Não por desconforto.

Mas porque proteger Sofia vinha antes de qualquer coisa.

Antes de qualquer protocolo.

Antes de qualquer parceiro de trabalho.

E porque, no fundo, uma certeza silenciosa já mordia a mente dele:

descuidos custam caro.

E alguns…

custam mais do que alguém pode pagar.

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