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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 293

Sofia acordou sentindo um calor conhecido na cintura.

Um toque firme, quente… e cuidadoso.

Mas quando abriu os olhos, não era o toque.

Era ele.

Thomas estava ajoelhado ao lado da cama, sem camisa, a luz fraca da manhã contornando cada linha do corpo dele.

Os dedos dele acariciavam devagar os fios do cabelo dela, afastando-os do rosto como se estivesse tocando algo delicado demais para apressar.

— Ei, ruivinha… — ele sussurrou, a voz baixa, rouca de manhã. — Acorda, meu amor.

Sofia piscou devagar, ainda sonolenta.

— Que horas são…?

Ele sorriu pequeno.

— Cedo. Eu acordei antes… — inclinou o rosto e beijou a testa dela. — Não conseguia parar de olhar pra você dormindo.

Sofia corou, rindo fraco.

Thomas passou o polegar na bochecha dela, com um carinho raro, íntimo, quase vulnerável.

— Você tá bem? — perguntou, olhando cada detalhe dela como se estivesse procurando qualquer traço de desconforto. — Dói alguma coisa?

Ela esticou o corpo devagar, sentindo o leve ardor bom, o calor da noite anterior ainda vivo na pele.

— Não… tô ótima. — respondeu com um sorriso suave. — Tô… bem.

Thomas respirou fundo, como se aquilo aliviasse algo dentro dele.

Ele subiu na cama, ficando ao lado dela. Puxou Sofia para cima de seu peito, os dedos traçando a coluna dela lentamente.

— Ontem… — ele murmurou, com o nariz roçando o cabelo dela — foi mais do que só uma sessão, Sofia.

Ela ergueu o rosto, curiosa.

— Por quê?

Ele segurou o queixo dela com delicadeza e falou devagar, como se cada palavra tivesse peso:

— Porque você confiou em mim.

De verdade.

Do jeito mais profundo que alguém pode confiar.

Sofia sentiu o coração acelerar.

Thomas continuou, a voz mais grave, mais sincera, mais Thomas do que nunca:

— Eu nunca vou te machucar. Não do jeito que importa.

E eu preciso que você confie em mim fora daquele quarto também.

— Confia em mim… da mesma forma que confiou ontem.

Os olhos dela brilharam.

— Eu confio — disse quase sem respirar.

Thomas encostou a testa na dela.

— Eu sou seu, Sofia.

Nos seus momentos bons… e nos seus surtos também.

E você é minha. Não por amarras… mas porque escolheu ser.

Sofia sentiu uma lágrima quente escorrer — não de tristeza, mas de algo maior.

Ele beijou a lágrima antes que caísse.

Depois beijou a boca dela com um carinho lento, calmo, cheio de paz — o oposto da noite anterior, mas tão intenso quanto.

Eles ficaram assim por alguns segundos, até Thomas se afastar devagar.

— Eu preciso ir pra delegacia. — ele disse, com um suspiro cansado. — Mas… você fica aqui, tá?

— Aqui? — ela perguntou.

Thomas levantou, puxando a camisa para vestir.

— A casa é sua também.

Fica à vontade.

Come alguma coisa.

Descansa.

Ela sorriu.

— Tá bom, meu amor.

Thomas parou na porta, voltou e segurou o rosto dela mais uma vez — um toque firme, dedicado, cheio de pertencimento.

— Quando eu voltar…

— quero você aqui.

— Estarei — Sofia respondeu imediatamente.

Ele sorriu de canto — aquele sorriso que só ela via.

— Boa garota.

Sofia quase derreteu.

Thomas abriu a porta, mas antes de sair, se virou:

— Tranca quando eu sair.

E… manda mensagem quando acordar de verdade.

Ela levantou o dedo.

— Sim, senhor.

Thomas riu.

— Assim eu caso contigo amanhã mesmo.

E saiu.

A porta fechou devagar.

Sofia ficou ali, sentada na cama vermelha, sentindo ainda o cheiro dele no travesseiro…

E soube que estava completamente, irreversivelmente apaixonada.

___

Nathalia mandou mensagem logo cedo no grupo das meninas:

Nathalia:

— Alguém viva? Estou carente. Vamos tomar um chopp.

Era o oposto.

Era leve.

Depois de abraçar Emma, ele virou para Nathalia e puxou-a num abraço também.

— Que bom ver você de novo. Ainda é minha madrasta? — ele brincou.

Nathalia gargalhou.

Sofia e Laís trocaram olhares confusos.

Emma, rolando os olhos:

— Essa figura é meu irmão, infelizmente.

Enzo abriu um sorriso de modelo.

— Não parece, eu sei. Sou tão bonito que às vezes acho que a princesinha do cacau foi adotada. Meu pai nunca confirmou. — disse, colocando a mão no peito dramaticamente.

Emma:

— Você é um chato, Enzo.

Enfim, meninas… esse é o Enzo Rocha, meu irmão caçula.

Essa é a Sofia, e essa é a Laís. Nossa madrasta você já conhece.

Ele fez um gesto elegante com as mãos.

— Prazer, meninas. Se sintam em casa.

Hoje… — fez uma reverência brincalhona — é por conta da casa.

Sofia sorriu, educada.

Mas então…

Ele olhou diretamente para ela.

Não foi exagerado.

Não foi invasivo.

Foi só… interesse.

Aquele tipo de olhar que dura meio segundo a mais.

— E vocês duas aí — ele apontou para Emma e Nathalia — não se acostumem, viu?

É só porque estão acompanhadas de beldades.

O olhar dele voltou para Sofia.

Apenas um instante.

Mas o suficiente para Emma dar um sorrisinho malicioso por trás da taça imaginária.

E o suficiente para algo tremer dentro de Sofia:

um incômodo bom.

Um tipo de… atenção diferente.

Que ela não pediu.

E não buscou.

Mas que recebeu mesmo assim.

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