Virava página por página, lendo com atenção.
Sobre a mesa, estava um copo de café ainda não terminado.
Esse café tinha sido trazido por Evandro, que estava do lado de fora, para que ele tomasse.
Ele não permitira que Evandro entrasse, então Evandro deixou o café na porta do seu quarto.
Depois, Evandro foi embora.
Norberto pensara que Evandro realmente tinha ido embora e, como de fato queria tomar café, abriria a porta e pegaria o copo para dentro do quarto.
Não passaram dois minutos e Evandro voltaria.
Começou a tocar a campainha sem parar, durante dez minutos completos.
Norberto demonstrava impaciência no olhar; o chefe nunca mencionara diante dele que Evandro podia ser tão irritante.
Como será que o chefe suportava Evandro normalmente?
“Tum, tum.”
Evandro parou de tocar a campainha e começou a bater na porta.
Enquanto batia, dizia: “Norberto, eu sei que você está aí dentro. O café que deixei para você, você já pegou para beber. E aí, gostou?”
“Trouxe da cafeteria da Priscila, embalei especialmente para você.”
“Os doces que minha irmã faz são ainda melhores. Quer experimentar? Eu pago, garanto que você vai comer até se fartar.”
Norberto finalmente largou o livro que segurava.
Levantou-se.
Pegou a carteira, tirou uma nota de cem reais e foi até a porta do quarto. Respirou fundo algumas vezes antes de abrir a porta, para então colocar a nota de cem reais na mão de Evandro.
“Pelo café.”
Após dizer isso, tentou fechar a porta novamente.
Depois de tanto insistir para que ele abrisse a porta, Evandro não deixaria que ele a fechasse tão facilmente.
Aquela garota claramente não se sentira atraída por ele; não compreendia por que Evandro estava tão empenhado nisso — será que ele podia decidir por ela?
Evandro sorriu, brincalhão: “Norberto, quero entrar no seu quarto.”
O rosto de Norberto ficou ainda mais fechado.
Evandro se apoiava totalmente na porta, impedindo Norberto de fechá-la.
“Norberto, não pense besteira, viu? Sou mais hétero do que nunca, jamais mudaria. Só acho que você combina muito com minha irmã e quero dar uma força para vocês dois.”
“Você está sempre ocupado, mal aparece aqui em CieloAzul. Agora que veio, pelo menos precisa saber onde fica a cafeteria da minha irmã.”
“Vamos lá, comer uns doces na cafeteria dela. Eu pago.”
Norberto respondeu de maneira fria: “Evandro, você está forçando a barra. Eu e sua irmã só nos vimos uma vez, nenhum dos dois se apaixonou à primeira vista. Que história é essa de querer nos aproximar?”
“Está mais para casamento forçado!”
Evandro, com sua habitual cara de pau, disse: “Ainda não chegou a esse ponto. Só quero que você dê uma chance para minha irmã, para conhecê-la melhor.”

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