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Casamento Acidental, A Escolha Certa romance Capítulo 313

“Pai, prepare o documento de transferência de ações e me avise. Assim que assinarmos e regularizarmos tudo, assumirei a C.Y. Toys S.A.”

Após dizer isso, Leona acompanhou Nanto em direção à saída.

Com esse pai, eles não tinham mais nada a dizer.

A decisão de Nanto era fruto das próprias reflexões dele, e ela ficava do lado dele, incondicionalmente.

Além de Nanto, o pai ainda tinha outro filho, e a preferência por Caio era evidente para todos.

Não só com Caio, mas também com Carolina, ele sempre fora extremamente carinhoso.

Mesmo que Nanto ingressasse no Grupo Toledo, dificilmente teria chance de suceder, pois a madrasta faria de tudo para impedir.

O pai era muito parcial; e se, no final das contas, todo o esforço de Nanto acabasse servindo apenas para beneficiar Caio?

Ao lado do Sr. Jeremias, Nanto ainda teria chances de conquistar o Grupo Toledo.

Ao chegar na porta do escritório, Leona parou e virou-se novamente para o pai, dizendo: “Minha exigência anterior permanece a mesma: depois que eu administrar bem aquela empresa, o senhor deverá permitir que eu ingresse no Grupo Toledo para um período de experiência de dois anos, e, então, me confiar parte dos negócios do grupo para que eu os administre.”

Ela não se contentaria com uma simples fábrica de brinquedos.

Ela já havia dito que disputaria com a madrasta.

Tudo o que a rival valorizava, ela faria questão de conquistar pouco a pouco.

Se todos eram filhos do mesmo pai, por que tudo deveria ficar com Carolina e Caio?

“Vocês… agora estão confiantes, muito confiantes. Já não respeitam mais o pai. Falei tanto e mesmo assim não me ouvem.”

“Henrique, se você sair por essa porta hoje, não volte mais. Considerarei que não tenho mais um filho!”

Rodrigo se levantou, advertindo o primogênito.

Henrique parou por um instante.

Achando que o filho ainda se importava, Rodrigo suavizou a expressão e ia dizer algo, mas viu o filho abrir a porta do escritório e sair, sem olhar para trás.

A filha foi logo atrás.

Se a filha não voltasse, não faria diferença. No divórcio, a filha ficou com a mãe, e já não pertencia mais àquela casa.

Além disso, a filha já estava casada. Para ele, filha casada era como água derramada.

No criado-mudo da avó, sempre havia um porta-retratos com uma foto do avô, da avó, da mãe e dos dois irmãos juntos.

Aquela foto não tinha o pai, pois na época ele estava viajando a trabalho.

A avó adorava aquela foto.

Por isso, deixava sempre no criado-mudo, para poder vê-la a qualquer momento.

Após o divórcio dos pais, Henrique desenvolveu uma relação muito próxima com a avó, que sempre o protegeu. Se não fosse por ela durante três anos, o pai, tão parcial, já teria lhe feito mal há tempos.

Sempre que era acusado injustamente pela madrasta ou agredido pelo pai, era a avó que o levava de volta ao quarto dela.

Ela o abraçava, enxugava as lágrimas com carinho e murmurava que não entendia que pecado a família Toledo havia cometido para aceitar uma mulher tão má em casa.

Avó e neto, então, pegavam a foto e ficavam relembrando os tempos felizes em família.

Quando foi enviado ao exterior, Henrique se lembrava de ter colocado a foto na mala, mas, ao chegar lá, nunca conseguiu encontrá-la.

Nos primeiros anos fora do país, ele só conseguia voltar no Ano Novo, mas, por causa das constantes brigas com a madrasta, aproveitava cada segundo para estar com a mãe e a irmã. Assim que as festas acabavam, era novamente mandado embora, e nunca se lembrava mais da foto.

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