Leona levantou a cabeça e olhou para ele. Pelo aspecto, o corpo dele parecia estar muito saudável.
“O rapaz bonito em quem o Evandro quase ficou pendurado ontem à noite é o Norberto.”
Nanto assentiu com um som baixo.
“É ele.”
“Ele é bonito?”
Leona sorriu. “É sim, mas comparando com você, ainda prefiro você. Você tem mais calor humano, ele é frio demais.”
“Só o Evandro teria coragem de se pendurar nele. Pelo que vi, ninguém mais ousaria sequer se aproximar dele.”
O certo alguém, elogiado pela esposa como o mais bonito, deixou transparecer um leve sorriso no rosto.
Sentiu-se em paz, tanto no corpo quanto na mente.
Aos olhos dela, ele era o mais bonito.
“O Norberto tem mesmo esse jeito frio. Ele passou por muitas injustiças e sofreu bastante. Mesmo depois de receber meu apoio e se recuperar, o temperamento frio já estava formado e não mudou mais.”
“Embora seja reservado, ele é muito sincero com os amigos. Mas, para falar a verdade, ele não tem muitos amigos. Fora nós, quase ninguém mantém contato com ele em particular.”
Mesmo que Norberto convivesse com Evandro, Gustavo e outros, ele não confiava plenamente em ninguém, exceto em Nanto, seu patrão e benfeitor.
A pessoa em quem ele mais confiava era Nanto.
“Seus principais assistentes são excelentes.”
Quando o chefe é bom, a equipe também é.
Nanto afirmou com confiança: “Nesse aspecto de reconhecer pessoas, eu sou bom.”
Aqueles em quem ele confiava e a quem atribuía grandes responsabilidades eram todos excepcionais — profissionais que ninguém conseguiria tirar dele, nem pagando muito.
O Grupo Duarte vivia tentando contratar Norberto, mas eles não sabiam que Norberto era homem de Nanto.
As duas empresas tinham suas sedes em cidades diferentes.
O Grupo Duarte era o segundo maior grupo empresarial de Cidade A, perdendo apenas para o Grupo Barreto. Como atuavam nos mesmos setores, as duas empresas eram rivais diretas nos negócios.
Disse que eles tinham dormido tarde na noite anterior e já estavam com olheiras, e mandou que fossem descansar. Nem precisava que Leona ficasse de plantão no hospital naquela noite.
Depois de serem praticamente expulsos pela mãe, Leona não quis voltar para casa imediatamente. Usou o celular para consultar o trajeto até a Fábrica de Brinquedos Arte Brasil, na zona leste, e viu que levaria cerca de meia hora de carro.
“Nanto, pode me acompanhar até a Fábrica de Brinquedos Arte Brasil? Quero conhecer a empresa antes de decidir se aceito o desafio do meu pai.”
A loja de calçados dela precisaria adiar a reabertura por mais dois meses.
Apesar de ainda vender pela loja virtual, o movimento era fraco. Como tinha tempo, seria uma boa oportunidade para aceitar o desafio do pai.
“Claro.”
Nanto ficou satisfeito em acompanhar a esposa.
Assim, saindo do hospital, o casal foi direto para a Fábrica de Brinquedos Arte Brasil.
A empresa ficava em um distrito industrial da zona leste, onde todos os galpões tinham o mesmo padrão de construção. O prédio administrativo, na verdade, era uma casa térrea ao lado do galpão.
Quando chegaram à Fábrica de Brinquedos Arte Brasil, já era horário de saída. O portão lateral estava aberto e, na entrada, pequenos grupos de operários conversavam animadamente, alguns em pé, outros agachados.

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