Nanto enxugou repetidamente os cabelos dela, puxando-a em seguida para sentar-se. Depois, ele entrou no banheiro e trouxe de lá um secador de cabelo.
Ele ajudou-a a secar os cabelos com o secador.
“Não tome banho de novo esta noite, já está de madrugada. Descanse primeiro, amanhã ao meio-dia você pode dormir mais.”
Naquele estado, ele imaginou que ela só conseguiria acordar perto do meio-dia.
Leona assentiu com um murmúrio.
Após o banho, Leona sentiu-se muito mais desperta.
Ela olhou para o homem que acabara de secar seus cabelos e agora guardava o secador.
“Por que está me olhando assim?”
“Nanto, este é o seu quarto, não é?”
“É o meu quarto.”
“Minhas roupas estão todas no seu quarto.”
Nanto largou casualmente o secador. “Sim, quando você troca de roupa, é aqui. Suas roupas e seus itens de uso diário estão no meu quarto. Tem algum problema com isso?”
Antes que Leona respondesse, ele continuou: “Se você não está acostumada a dormir na mesma cama que eu, hoje à noite posso dormir no sofá. Você dorme na cama.”
“Fique tranquila, não vou forçá-la a fazer algo que não queira.”
“Meus pais e os outros não costumavam dormir aqui, mas todos beberam e decidiram ficar. Como só há um quarto disponível, teremos que dividir.”
Ela não estava habituada a dividir a cama com alguém, mas ele também não estava.
Na verdade, ele se sentia ainda mais desconfortável e nervoso do que ela.
A diferença era que ele sabia disfarçar melhor e não deixava transparecer.
“Este é seu quarto, não posso permitir que você durma no sofá.”
Leona recusou a sugestão dele.
“Vou dormir na cama. Vá tomar banho, vou esperar por você na cama.”
Dizendo isso, Leona levantou-se, foi até a cama, tirou os chinelos e deitou-se.
Nanto observou os gestos dela.
Ao ouvir suas palavras, o coração dele disparou.
Ela estava esperando por ele na cama.
Será que naquela noite ele deveria colocar em prática o que aprendera nos antigos livros de família, herdados da bisavó?
Só de pensar nisso, Nanto sentiu o corpo todo esquentar.
Leona: ...Ela estava esperando por ele na cama.
Ela não havia dito que ficaria completamente acordada esperando.
Afinal, ela não dissera nada de errado; estava, sim, esperando por ele na cama.
Só estava, no momento, jogando algumas partidas de xadrez com Morfeu, ainda sem saber quem iria vencer.
Nanto insistiu, dando mais alguns tapinhas no rosto de Leona, mas ela, incomodada, afastou instintivamente a mão dele e virou-se de costas para ele.
“...”
O Sr. Barreto respirou fundo algumas vezes.
De fato, não deveria ter deixado que ela bebesse tanto naquela noite.
Ela quis beber mais duas taças, e ele não pensou muito, permitindo que ela bebesse.
Quando percebeu que ela começava a ficar tonta, tentou impedi-la de continuar. Sempre que alguém a convidava para mais uma, ele bebia em seu lugar.
No fim, ele bebeu mais do que ela, mas quem ficou embriagada foi ela, não ele.
Suspirando, Nanto deitou-se ao lado de Leona.
Na cama só havia um travesseiro, e Leona já estava deitada sobre ele.

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