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Casamento Acidental, A Escolha Certa romance Capítulo 283

“O que afinal aconteceu entre vocês dois?”

A reação de Norberto indicou a Evandro que certamente havia ocorrido algo entre eles.

Norberto, já irritado com as perguntas de Evandro, respondeu friamente: “Ouvi sem querer o que ela conversava com a Sra. Adriana.”

“Você estava ouvindo escondido?”

Norberto, com o rosto fechado, murmurou em voz baixa: “Cheguei primeiro, estava no mirante olhando a paisagem, sentindo a brisa da noite. Elas só chegaram depois, apenas não me notaram.”

“Não sou surdo, ouvi o que elas disseram.”

“Nem era segredo, também não dei importância ao que ouvi.”

Evandro soltou um “ah”, e comentou: “Se foi assim mesmo, por que minha irmã te tratou tão mal?”

Ele apenas cumprimentou e se virou para ir embora.

Norberto, com má vontade, disse: “Ela acha que eu estava ouvindo escondido.”

Após uma breve pausa, continuou: “Acho que a atitude da sua irmã agora há pouco nem foi ruim, estava bem normal.”

Evandro continuou olhando para ele com desconfiança.

Norberto, incomodado com o olhar, se levantou querendo sair.

“Norberto.”

Evandro o segurou pelo braço, fazendo-o sentar de novo.

“Está bem, está bem, não pergunto mais.”

“Norberto, de verdade, quero te ajudar a encontrar alguém. Veja, até a dona da casa está preocupada com o seu futuro.”

“Acho que minha irmã combina muito com você. Quando você se acostumar com ela, conhecê-la melhor, vai acabar gostando dela.”

“Minha irmã é direta, muito comunicativa, fala bem, enquanto você é mais calado. Por isso, precisa de uma moça assim, senão sua vida vai ser muito monótona.”

Norberto, com o rosto fechado, avisou: “Evandro, se disser mais uma palavra, vou embora.”

“Está bom, está bom, não falo mais, incrível... Você não valoriza! Só por ser você, aceitei apresentar minha irmã. Se fosse outro, ousasse se aproximar dela, eu quebraria as pernas dele.”

Norberto virou o rosto, sem vontade de continuar a conversa.

Resmungando sozinho, Evandro levantou-se para pegar algo para comer.

Gustavo segurava o filho recém-adormecido no colo.

“Onde você estava? Sua cunhada disse que você não voltou o dia todo. Te mandei mensagem e você não respondeu.”

Bruna ficou alguns instantes calada, então disse: “Fui procurar emprego, mas não encontrei nada que servisse. Nanto, fala com o patrão e pede para eu voltar a trabalhar no Mercado do Dias, por favor?”

“Prometo que vou ficar longe do patrão, não vou mais puxar ele, aquele dia só puxei porque estava nervosa.”

Foi por causa desse gesto que ela perdeu o emprego.

Nem se falava de todo o tempo de serviço no Mercado do Dias, que, mesmo sem grandes méritos, havia sido cheio de esforço; além disso, o irmão era funcionário do patrão há dez anos, sendo também ex-colega e amigo.

O patrão tinha sido duro demais com ela.

Gustavo fechou o rosto e declarou: “Bruna, eu conheço bem seus sentimentos pelo patrão. Já te avisei várias vezes para não passar dos limites, nem ficar sonhando com ele.”

“Nossa família não tem condições de competir por alguém como o patrão. Ele precisa se casar com uma moça de família tradicional, igual a ele.”

Comparados com pessoas comuns, eles até tinham dinheiro, mas diante da família do patrão, isso não era nada.

Bruna, contrariada, rebateu: “Fui me informar. A patroa é filha do Sr. Toledo com a primeira esposa, cresceu com a mãe, não pode ser considerada moça de família tradicional. Nada do Grupo Toledo tem a ver com ela.”

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