Leona sentiu-se profundamente comovida.
Sempre que ficava a sós com ele, conversando, ela acabava se emocionando.
Ele nunca era evasivo, falava sempre a verdade, de forma direta.
Ela também não gostava de rodeios.
Ser direto era tão melhor.
Muitas coisas, se você não expressasse, como os outros saberiam o que você realmente pensava?
As pessoas tinham boca justamente para colocar para fora aquilo que sentiam e pensavam.
“Minha investigação sobre você é diferente da sua sobre mim? Em que exatamente?”
Após se comover, Leona ficou curiosa.
Nanto respondeu com sinceridade: “Prefiro agir do que falar, não gosto de brigar, prefiro resolver com atitude.”
Leona comentou: “... Bem, Nanto, normalmente eu não sou agressiva, sou bem gentil, tenho boa relação com as pessoas, desde que abri a sapataria aqui na rua, todos gostam de mim.”
O lado mais “feroz” dela era algo que Nanto via com frequência.
“Você está ótima assim. Quando precisa agir, age. Ficar discutindo é perda de tempo, depois de tanto falar, acaba até ficando com sede.”
Leona ficou sem palavras.
“Eu também não gosto de discussões.”
Nanto sorriu: “Nossos jeitos de agir são parecidos, por isso, nascemos um para o outro.”
“Tsc, tsc, tsc, nosso Sr. Barreto está ficando cada vez mais romântico, foi por minha causa, não é?”
“É verdade, foi você quem me ensinou. Ainda tenho muito a aprender, você precisa continuar me treinando. É a primeira vez que sou marido, não tenho experiência. Do jeito que você quiser que eu seja, vai ter que me ensinar direitinho.”
Leona riu, animada. “Hoje à noite vou beber um pouco mais.”
“Nanto, você não pode me impedir de beber.”
Nanto perguntou: “Você aguenta bem bebida?”
Que mudança rápida de assunto, pensou ele.
Era só para ganhar coragem.
Apesar de normalmente ser ela quem tomava a iniciativa nas intimidades do casal, na hora H, ainda ficava tímida.
Nanto não sabia que o desejo dela de beber era, na verdade, uma desculpa para provocá-lo mais tarde naquela noite.
Seguiram dirigindo pela avenida principal do condomínio, e depois de uns quinze minutos, Leona viu que o portão de uma das casas estava aberto. Ela perguntou: “Aquela é nossa outra casa?”
Nanto tinha muitos imóveis em seu nome, mas ele não comentava, e Leona também não perguntava.
Assim era melhor. De vez em quando ele mencionava algum imóvel, levava-a para passar uns dias como se fosse uma viagem, o que sempre era uma surpresa agradável, um toque de romance.
“Sim, é lá.”
Leona instintivamente se sentou ereta, ajeitou a roupa, e, erguendo a cabeça, passou a mão no cabelo, certificando-se de que estava apresentável antes de relaxar.
Seus pequenos gestos não passavam despercebidos pelo olhar atento de Nanto.
Ela dizia que só ficava nervosa porque se importava, queria fazer o melhor, não queria envergonhá-lo.

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