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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 90

Ao se lembrar da voz da filha dele o chamando de papai, Alba soltou um riso frio e desolado.

— Não importa, eu pego de volta na segunda-feira no trabalho.

— Só nos resta isso, então.

Gabriela pareceu lembrar de algo, enganchou o braço no de Alba e chamou as crianças.

— O que acham de a dinda levar vocês ao aquário hoje?

As três crianças correram até ela, com os olhinhos brilhando, levantando as mãos em aprovação.

Alba puxou a manga de Gabriela.

— Os ingressos para o aquário são muito caros, nós...

Antes que pudesse terminar, Gabriela tirou cinco ingressos da bolsa e os balançou no ar.

— O parque está fazendo um projeto social e doou muitos ingressos para as crianças das escolas. Os professores também ganharam. Eu pedi alguns a mais para o diretor.

Alba pegou os ingressos e sorriu.

— Obrigada.

— Que isso, amiga, estamos juntas nessa.

Gabriela deu um leve empurrãozinho no braço dela.

— Vamos logo, se formos agora, ainda conseguimos ver a apresentação dos leões-marinhos às duas da tarde.

Dito isso, segurou a mão de uma criança em cada lado e foi na frente.

— Mamãe, rápido!

Vendo que a dinda já tinha ido com os dois irmãos, Elara balançou a manga da mãe, ansiosa.

Alba sorriu levemente, acariciou a cabeça da filha e, segurando sua mãozinha, seguiu atrás.

O aquário ficava em uma nova área suburbana, a mais de vinte quilômetros de distância. Felizmente, Gabriela tinha carro.

No entanto, ela estava com preguiça de dirigir.

Jogou as chaves para Alba.

— Alba, você já trabalhou como motorista de aplicativo antes, com certeza dirige melhor do que eu.

— Dinda, admite logo que você é preguiçosa.

Assim que entraram no carro, Talles resmungou.

Ficou pendurada na mãe, braços e pernas apertados, com o rostinho escondido no pescoço de Alba, sem coragem de olhar de novo.

Talles e Demian, porém, não sentiram um pingo de medo. Eles insistiram em ficar de frente para o vidro, esperando que o tubarão gigante nadasse na direção deles para que Gabriela tirasse fotos.

Mais à frente ficava o pavilhão dos grandes animais de águas profundas, com todos os tipos de peixes gigantescos.

A covarde Elara mantinha os bracinhos apertados ao redor do pescoço da mãe.

— Mamãe, tô com medo. O peixe grande vai me morder?

— Não vai...

Alba acariciava as costinhas finas dela, esfregando a testa no rostinho da filha e consolando-a com uma voz suave.

— Elara, dá pra você ser um pouco mais corajosa?

Talles fez um biquinho, observando Elara grudada na mãe o caminho todo. Agindo como um mini-adulto, ele ofereceu um pirulito à irmã.

— A mamãe vai ficar cansada de te carregar.

Demian estendeu a mãozinha para a irmã.

— Elara, não precisa ter medo, a gente segura sua mão e vamos juntos.

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