Todos os sentidos dela foram imediatamente tomados pela aura dominadora e imponente dele.
Ele a beijava como se fosse devorá-la.
Era um beijo ardente, selvagem.
Como se ele houvesse enlouquecido.
No escuro, a sensação de segurá-la, de beijá-la, o cheiro doce e suave de sua pele... tudo era absurdamente familiar.
Naquele instante, Jefferson estava a ponto de perder a razão.
— Stella...
Ele mordiscou o lábio dela, prendendo sua cintura com força, desejando fundi-la aos próprios ossos.
E Alba, prestes a se afogar no mar de emoções que ele provocava, não tinha escolha a não ser agarrar-se a ele para não afundar.
O longo tempo de falta de oxigênio e o terror constante a deixaram sem fôlego.
Sua cabeça começou a girar até que, por fim, ela desmaiou nos braços dele.
Sentindo o corpo macio escorregar, o homem firmou os braços e a amparou completamente.
Ele enterrou o rosto no pescoço suado dela, murmurando com pena e culpa:
— Stella, me perdoe. Eu não devia ter forçado você...
Pouco tempo depois, as luzes do elevador acenderam-se repentinamente, iluminando tudo.
Logo em seguida, a porta se abriu.
O elevador já havia descido até o subsolo.
Murilo, que já estava esperando do lado de fora havia algum tempo, tomou um susto ao ver o Sr. Soares carregando uma Alba inconsciente nos braços:
— Sr. Soares! Será que a Dra. Aragão desmaiou de susto?
Jefferson o ignorou e saiu andando rapidamente do elevador.
Murilo correu até o carro e abriu a porta traseira.
Depois de colocar Alba cuidadosamente no banco, Jefferson ordenou:
— Para o Bosque dos Ipês. E chame o Matheus Gomes.
— Sim, senhor.
...
Bosque dos Ipês.
Dentro de um quarto finamente decorado com toques de estilo oriental.
A luz do suntuoso lustre de cristal derramava-se pelo ambiente, banhando o rosto pálido da mulher com um brilho suave.
Isso ressaltava nela uma beleza frágil e delicada.
Jefferson sentou-se na beirada da cama. Com uma toalha úmida nas mãos, enxugava cuidadosamente o suor da testa dela.
Até seus passos não tinham pressa.
Jefferson lançou-lhe um olhar ansioso:
— Matheus, venha ver isto. Ela está com febre.
Matheus acenou com a cabeça, aproximou-se da cama e sentou-se na cadeira.
Ao olhar bem para o rosto de Alba, ele comentou:
— Então essa é a Alba. Muito bonita. Não é à toa que o Miguel não para de falar nela.
A expressão de Jefferson pesou, mas ele permaneceu em silêncio.
Dois minutos depois, Matheus terminou de avaliar a condição do corpo dela através de seus batimentos e do pulso.
Ele se levantou, foi até a sala adjacente e sentou-se no sofá.
— Como ela está?
Jefferson o seguiu e perguntou.
Matheus respondeu sem alterar o tom de voz:
— Não é uma febre comum. É uma febre aguda de fundo emocional, causada pela aceleração cardíaca, falta de ar e pelo susto súbito que sofreu. Uma boa noite de sono e ela ficará bem.
Depois de dizer isso, lançou um olhar significativo a Jefferson:
— No entanto, notei que a imunidade e a energia vital dela estão severamente comprometidas. Parece ser resultado de um parto no passado sem o tempo e os cuidados adequados de recuperação. No futuro, ela poderá ter certa dificuldade para engravidar.

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