Antes, quando ele pedira a Murilo que a avisasse por telefone, ele fez questão de não especificar para qual sala de reuniões deveria ir!
No entanto, ela estava tão familiarizada que parecia estar passeando no quintal de sua própria casa.
A cabeça de Alba estava zumbindo.
Seu coração estava ainda mais tumultuado do que quando se reencontrou com ele pela primeira vez.
Ela não ousou olhar diretamente nos olhos dele, abaixou o olhar e entrelaçou as mãos com força.
Mordendo o lábio com força.
Ela não sabia como dar uma desculpa.
A culpa era de sua excessiva familiaridade com o último andar.
Antigamente, quando Jefferson acabara de entrar para o Grupo Soares, ele frequentemente fazia horas extras e estava tão ocupado que não podia voltar para casa, então ligava para ela ir à empresa para fazer companhia a ele.
Às vezes, ele comia e dormia na empresa aos sábados e domingos.
Quando ele estava ocupado, ele também a deixava entrar e sair das salas de reuniões para ajudar a entregar documentos e materiais.
Portanto, quando ela foi notificada sobre a reunião há pouco, o pensamento condicionado a fez ir direto para a sala de reuniões principal no trigésimo segundo andar.
Isso porque as outras salas de reuniões estavam concentradas abaixo do vigésimo andar e eram usadas principalmente pela gerência de nível médio.
Somente a diretoria fazia reuniões na sala principal do trigésimo segundo andar.
Assim, naquele momento, sem uma explicação justa e razoável, seria impossível enganar Jefferson.
Por um momento, o clima ficou congelado.
Até mesmo Murilo a olhava com curiosidade.
— Dra. Aragão.
Justamente quando ela passou um longo tempo sem conseguir emitir uma única palavra, Jefferson agarrou o pulso dela com força. Uma forte ansiedade fervilhava em seus olhos negros e opressores:
— Você já esteve aqui antes?
— Eu...
Alba lutou um pouco, mas não conseguiu se libertar.
Seu pulso doía muito e ela teve que suportar rangendo os dentes. Mordeu a bala e mentiu:
— Foi um colega que me disse que a sala de reuniões ficava aqui...
— Qual colega?
O homem continuou questionando de forma implacável.
— ...
Bem quando Alba se rendeu e estava pronta para jogar a toalha, uma voz gentil e profunda se aproximou.
— Dra. Aragão, você achou a sala de reuniões, achei que fosse se perder.
Se ele não a tivesse reconhecido, por que ele ajudaria uma estranha sem motivo algum?
Além do mais, ela não era funcionária do Grupo Soares.
E, ainda por cima, com grande probabilidade de ofender Jefferson.
— Vamos entrar.
Leôncio sorriu para ela.
Depois de dizer isso, ele passou pelo ombro dela e entrou na sala de reuniões.
Alba o seguiu logo atrás e, depois de entrar, não soube onde se sentar por um momento.
Felizmente, após se sentar, Leôncio puxou uma cadeira ao lado dele.
Sinalizando para que ela se aproximasse.
Alba acenou com a cabeça em agradecimento, caminhou até lá e se sentou.
— Reunião regular de projeto, não fique nervosa.
Leôncio inclinou a cabeça e sussurrou no ouvido dela.
Alba, de cabeça baixa, soltou um "hum".
As pequenas interações dos dois refletiram-se no fundo dos olhos de Jefferson, que estava sentado na cabeceira, parecendo harmoniosas, mas extremamente irritantes.

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