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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 54

Jefferson apertou levemente a bochecha dela:

— Nada de mas.

— Tá bom...

Bruna fez biquinho de novo e pulou do colo dele:

— Papai, então eu vou tomar banho, mas depois você tem que me contar uma história.

— Combinado.

Jefferson chamou a babá, que acompanhou a criança até o andar de cima.

Naquele momento, Adelina saiu da cozinha.

Depois que ela colocou alguns pratos sofisticados na mesa de jantar, Jefferson se aproximou e sentou.

Adelina acomodou-se ao seu lado:

— Nesse último mês, ela brincou até não aguentar mais na viagem. Achei que fosse chorar e fazer birra para não ir à escola.

Jefferson respondeu com um tom neutro:

— Você teve bastante trabalho desta vez, fazendo sua turnê no exterior e ainda cuidando da Bruna.

Adelina segurou a mão grande de Jefferson e abriu um sorriso doce:

— Jefferson, eu sou a mãe da Bruna. Cuidar dela é minha obrigação, não é nenhum sacrifício.

O homem moveu a mão sutilmente, retirando-a do toque dela sem alarde, e deu um leve sorriso de canto.

Não disse nada e começou a comer.

Adelina fez-lhe companhia durante o jantar e, em seguida, subiram juntos para o quarto infantil.

Bruna já havia tomado banho e estava sentada na cama com seu pijama rosa felpudo, escutando uma história em seu tablet de leitura.

Ao ver o pai, deu dois pulinhos de alegria na cama.

— Bruna, beba seu leite.

Adelina sentou-se na beira da cama e a chamou.

Bruna sentou-se e bebeu tudo obedientemente.

Quando estava prestes a correr para o pai, Adelina apertou sua mãozinha de forma discreta.

E deu-lhe uma piscadela.

Foi então que Bruna se lembrou da instrução que a mãe havia dado mais cedo.

Ela sorriu com os olhos apertadinhos, jogou-se nos braços do pai e pediu com uma voz manhosa:

— Papai, esta noite eu quero que o papai e a mamãe durmam comigo.

Sua mão grande afagou a cabecinha dela:

— Se não quiser que o papai leia a historinha, eu vou para o escritório trabalhar.

E com isso, colocou-a na cama e fez menção de sair.

Desesperada, Bruna segurou a barra da camisa dele, entre soluços:

— A Bruna não chora mais, papai, não vai embora...

Jefferson sentou-se novamente, com a expressão serena. Pegou um lenço de papel e secou cuidadosamente as lágrimas da filha.

— Seja uma boa menina, está bem?

— Uhum...

Bruna deitou-se obedientemente sob as cobertas, sem mais choro ou birra. Fechou os olhos e ouviu o pai ler o livro de histórias.

Em pouco tempo, adormeceu.

Adelina acompanhou tudo de perto, com o coração apertado e sentimentos confusos.

Ao sair do quarto infantil, Jefferson caminhou direto para o escritório.

Adelina o seguiu e, assim que ele entrou no cômodo, envolveu a cintura dele com os braços, num abraço apertado por trás.

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