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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 44

Ela vestia um casaco de pele de vison de alta qualidade em um tom de caramelo claro, com um cinto que delineava sua figura alta e esbelta, tão fina que parecia poder ser envolvida com as duas mãos.

Seus cabelos longos e ondulados caiam de forma despojada. A maquiagem era impecável, e seus traços elegantes e sofisticados faziam com que cada sorriso e olhar fossem deslumbrantes.

Puxava uma mala de rodinhas, indicando que acabara de chegar do aeroporto.

Ela caminhou até Jefferson e, de forma natural e íntima, entrelaçou o braço no dele:

— Vim direto para a empresa te ver assim que saí do voo. Gostou da surpresa?

Jefferson estendeu a mão para pegar a mala, com um tom de voz suave:

— Por que não me avisou com antecedência que estava voltando? Eu teria ido te buscar no aeroporto.

Adelina deu um sorriso tímido:

— Você trabalha tanto, não queria que se distraísse por minha causa.

— Não seria problema algum.

Os dois entraram no elevador conversando.

No instante em que as portas do elevador começaram a se fechar lentamente, o olhar gélido de Adelina pousou em Alba.

Pouco antes, ela tinha visto Jefferson amparar aquela mulher.

Embora não tivesse conseguido ver o rosto direito, notou que a mulher tinha uma silhueta esguia e curvilínea.

Era algo que chamava bastante a atenção.

E ela detestou isso.

...

— Nossa! Aquele Sr. Soares é simplesmente um espetáculo de homem! Se ele sorrisse para mim, eu morreria feliz!

— Deixa de sonhar, não viu que a esposa do Sr. Soares chegou?

— Esposa? Desde quando o Sr. Soares é casado?

— Vocês não acessam a internet não? O Sr. Soares não só é casado em segredo, como o filho deles já está bem grandinho. A mulher que entrou de braços dados com ele no elevador agora há pouco é a esposa dele, Adelina.

— Meu Deus! A famosa pianista Adelina? Ela era a minha musa na época da escola!!

— Namorados de infância que acabaram juntos. Eles formam um casal perfeito!

Dentro do elevador, no espaço apertado e lotado, os sussurros e fofocas dos colegas ecoavam por todos os lados.

Alba permanecia em um canto, tentando passar despercebida. Em meio a todas aquelas fofocas, ela absorveu apenas uma informação crucial.

Jefferson tinha um filho...

Seus dedos pálidos apertaram a alça da bolsa cada vez mais forte.

E então, de repente, afrouxaram.

Portanto, ela jamais permitiria que ele soubesse que seus três filhos eram de seu próprio sangue!

Pensando nisso, respirou fundo para se acalmar, ajeitou sua postura e saiu do elevador.

Caminhou com familiaridade até o departamento de secretariado.

A porta estava aberta, então ela deu duas batidinhas.

Murilo estava ao telefone e levantou a mão, fazendo um sinal para que ela esperasse um momento.

Alba assentiu.

Após aguardar uns dois ou três minutos, Murilo saiu e a guiou por toda a área de escritórios até chegarem diante do departamento jurídico.

No entanto, logo antes de entrar, Alba virou-se subitamente e olhou para o escritório semiaberto do lado oposto.

Ao ver as letras douradas 'Escritório da Presidência' gravadas na porta, ela paralisou por um instante.

Aquele era o escritório que Jefferson usava há seis anos, quando entrou no Grupo Soares.

E agora havia se tornado o escritório do presidente...

Naquele instante, do ângulo em que estava, conseguia ter uma visão clara e desimpedida do interior da sala.

Adelina estava de costas para a porta, recostada na mesa, inclinada para frente com as duas mãos apoiadas nos ombros de Jefferson.

Os dois estavam se beijando...

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