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Casada Sem Saber, Amada Tarde Demais romance Capítulo 197

Alba apertou os lábios.

— Eu não tenho intimidade com ele...

— Não tem?

Zanete se inclinou para mais perto, com um sorriso enigmático:

— Então por que você não para de olhar para a sala dele?

— Eu...

— Eu entendo.

Zanete a interrompeu com uma risada.

— O Sr. Soares é lindo, rico e gostoso. Toda mulher no Grupo Soares pensa nele, e eu não sou exceção. Alba, é completamente normal que você esteja interessada no Sr. Soares.

— ...

As duas estavam em sintonia completamente diferente. Alba soltou um suspiro resignado.

Olhando para a pasta que Zanete havia enfiado em seus braços, respirou fundo, saiu do departamento jurídico e bateu à porta do escritório do CEO.

— Entre.

A palavra soou gélida lá de dentro, fazendo o coração de Alba disparar.

Ela apertou a maçaneta com força, hesitando em abrir a porta.

Temia que uma tempestade a estivesse esperando.

Ficou parada ali por mais de dez segundos. Quando estava prestes a desistir e fugir, a porta foi aberta de repente.

Jefferson estava parado diante dela, com a postura imponente e elegante, mas o rosto impassível não demonstrava nem alegria nem raiva.

Ainda assim, a forma como a encarava exalava uma frieza assustadora.

Sentindo-se culpada, Alba baixou os olhos e estendeu a pasta.

— Sr. Soares, este contrato...

Antes que ela pudesse terminar, Jefferson deu as costas e voltou para dentro do escritório.

Ao erguer os olhos, Alba viu que ele já estava afundado em sua cadeira de couro atrás da mesa.

Sem outra opção, caminhou até ali e lhe ofereceu o contrato com respeito.

— Sr. Soares, este contrato precisa da sua...

Baque.

O resto da frase morreu na garganta quando o homem deu um tapa violento na pasta, arremessando os documentos no chão.

Os olhos de Alba se arregalaram de susto.

Alba abaixou o olhar, evitando-o, mas ele agarrou suas bochechas sem delicadeza alguma, forçando-a a encará-lo nos olhos gélidos.

— Responde!

Ele rosnou as palavras.

Não foi um grito estrondoso, mas o tom reverberou com tanta força que fez o coração dela doer.

O medo fez os ombros de Alba tremerem.

Ela mordeu o lábio inferior com força e, depois de uma longa pausa, deixou escapar um som quase inaudível:

— Sim...

A voz era fraca, mas caiu como uma pedra enorme no lago congelado do coração do homem, provocando uma onda violenta.

Ele apertou o rosto delicado dela com tanta força que as pontas dos seus dedos ficaram brancas. Parecia querer esmagá-la e fundi-la aos próprios ossos. Sua voz soou ainda mais sinistra e rouca:

— Repete... o que você disse!

Alba ficou horrorizada com a face perversa e sombria que ele revelava.

Se esse método de ferir um ao outro fosse a única forma de acabar com a perseguição dele, então ela preferia mil vezes se aliar a Miguel, a pessoa que mais detestava.

Com uma pronúncia clara, respondeu pausadamente, palavra por palavra:

— Peço desculpas, Sr. Soares. Eu não deveria ter escondido do senhor que... o Miguel e eu estamos juntos.

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