Adelina mais uma vez tomou a iniciativa de segurar o braço dele, falando em um tom suave e delicado:
— Jefferson, eu sei que você carrega culpa pela morte da Stella. Naquela época, se você não tivesse tentado me salvar primeiro, perdendo a melhor janela de tempo para voltar e resgatá-la, ela não teria morrido. No fim das contas, a culpa é toda minha...
Enquanto falava, ela levantou a mão para bater no próprio rosto, mas Jefferson estendeu o braço e segurou seu pulso:
— A culpa não foi sua...
Naquela época, foi ele quem escolheu salvar Adelina, e foi ele quem deixou Stella no incêndio.
Tudo aquilo foi escolha dele.
Ele era o verdadeiro culpado pela morte de Stella.
Como poderia culpar outra pessoa?
— Jefferson, eu entendo a sua culpa em relação à Stella. Durante todos esses anos, eu também me culpei muito...
Dizendo isso, ela de repente cobriu a boca, tossindo violentamente várias vezes.
Jefferson deu leves tapinhas nas costas dela, perguntando com preocupação:
— Você está bem?
— Estou bem...
Adelina apertou as mãos pequenas e se encolheu para trás, tentando esconder algo.
Percebendo o movimento dela, o homem puxou a mãozinha dela de volta num impulso.
Ao abrir a mão dela e ver os traços de sangue em sua palma, ele imediatamente franziu a testa e ordenou ao motorista:
— Para o hospital!
Adelina falou com a voz suave:
— Jefferson, eu estou bem, é um problema antigo. Só tuço um pouco de sangue de vez em quando.
Jefferson apagou o cigarro, tirou um lenço do bolso e limpou cuidadosamente as manchas de sangue da palma da mão dela:
— O seu corpo chegou a esse estado de fraqueza devido às sequelas deixadas quando você doou parte do seu fígado para salvar a minha mãe.
Adelina balançou a cabeça levemente:
— Jefferson, quando a senhora estava viva, me tratava com tanto amor, como se eu fosse sua própria filha. Não digo apenas doar parte do fígado, mas se eu tivesse que trocar a minha vida pela dela, eu o faria de bom grado.
Após dizer isso, ela acariciou o anel em seu dedo anelar, com os olhos cheios de tristeza:
— É uma pena que, no fim, a senhora tenha nos deixado...
Dizendo isso, ela se encostou no peito dele e começou a chorar baixinho:
Gabriela se aproximou, cheirou-a e apontou para o pescoço de Alba:
— Ainda quer esconder de mim? Você está cheirando a cigarro e bebida, e essas marcas de chupão no seu pescoço estão piscando como um letreiro luminoso. Acha que sou idiota?
Alba, instintivamente, tocou o pescoço e forçou um sorriso amargo:
— Eu não estou namorando. Na verdade, quase acabei virando amante de alguém.
Gabriela ficou com uma expressão de choque:
— Como assim?
Alba contou tudo o que havia acontecido na noite anterior.
Ao ouvir tudo, Gabriela começou a xingar imediatamente:
— O Jefferson é um louco! Como ele tem a audácia de te pedir para ser amante dele? Aquele desgraçado maldito!
Dizendo isso, ela perguntou apressadamente:
— Você não aceitou, né?
Alba encostou-se cansada no encosto do sofá:
— Não. O problema é que, daqui para frente, acho que não vou conseguir me livrar dele tão fácil...

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