Não sabia o que estava sonhando, mas um sorriso extremamente gentil curvou levemente os cantos de seus lábios.
Nesse momento, ela mudou de posição e, inconscientemente, abraçou o braço do homem.
O toque macio e delicado o deixou desconfortável, fazendo-o desviar o olhar e puxar o braço com cuidado.
Em seguida, ele puxou o cobertor leve, cobriu a mulher e fez uma ligação.
Devido ao desconforto no estômago causado pela bebedeira, Alba teve um sono agitado e pouco reparador.
...
Na manhã seguinte.
Ela se sentou na cama, massageando a cabeça que latejava de dor, e só então percebeu que estava em uma suíte luxuosa.
Ao ver Jefferson deitado ao seu lado, seu sangue pareceu congelar de tanto pavor.
Ele usava um roupão branco e estava deitado de lado, com uma mão pousada na cintura dela.
A pele clara dele destacava ainda mais a pulseira de cordão vermelho com uma pequena semente entalhada que usava no pulso.
Algumas lembranças do passado perfuraram sua mente como agulhas.
Sua mente clareou de repente. Ela empurrou a mão dele e puxou o cobertor para olhar.
Graças a Deus, ainda estava vestida.
Na noite anterior, nada havia acontecido entre os dois.
Então, ele apenas a abraçou e dormiu a noite toda...
Ela bagunçou o cabelo, frustrada, e logo se lembrou das crianças...
Rapidamente, encontrou o celular e abriu o WhatsApp.
Havia uma mensagem de Gabriela da noite anterior.
— Fique tranquila, Alba, eu cuidarei bem das crianças.
Na noite passada, depois de beber aqueles seis copos, ela percebeu que estava bêbada.
Com medo de não conseguir voltar para casa, ela aproveitou um momento de lucidez e mandou uma mensagem para Gabriela.
Pedindo para ela ir até sua casa cuidar das crianças...
Depois de guardar o celular, ela saiu da cama, pegou sua jaqueta impermeável no chão e, quando estava prestes a fugir de fininho, a voz fria do homem ecoou atrás dela:
— Dra. Aragão, eu a acolhi na noite passada, você não deveria dizer um obrigado?
Alba parou de supetão, virou a cabeça para encará-lo e respondeu:
— Obrigada, Sr. Soares, por cuidar de mim na noite passada.
O homem saiu da cama, caminhou até ela e perguntou:
— Como vai me agradecer?
Alba apertou os lábios:
As etiquetas ainda estavam lá.
Ao ver os preços, ela quase teve uma vertigem e devolveu a sacola para ele.
Aquele conjunto quase equivalia a seis meses de seu salário...
— Obrigada, Sr. Soares, mas as roupas são muito caras, não posso aceitar.
Jefferson soltou uma risada leve:
— Não precisa me pagar.
Alba apertou os lábios, insistindo:
— Mesmo assim, não posso aceitar.
Se aceitasse as roupas que ele comprou, a relação dos dois ficaria ainda mais confusa.
Vendo o quão teimosa ela era, o homem demonstrou impaciência e empurrou a sacola contra o peito dela:
— Já que não quer, jogue fora você mesma.
Assim que ele terminou de falar, ouviram batidas na porta.
Logo em seguida, a voz doce e melodiosa de Adelina soou através da porta:
— Jefferson.

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