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Casada em Segredo com o Herdeiro romance Capítulo 387

Robin, ainda com os dedos trêmulos, buscou um sinal de vida sob o nariz dele.

Nada.

Henry já não respirava.

O homem que, naquela manhã, falara sobre ver a vista do lago de Youthorne agora jazia sem vida em seus braços, o calor se dissipando rápido demais.

— Você mentiu para mim… nem chegou a beber… — sussurros quebrados escapavam, até se transformarem em soluços profundos. O chá escorria da mesa, pingando no chão, enquanto, aos pés dele, a poça permanecia imóvel.

No fim, o “médico milagroso” jamais provou o chá que ela preparara.

Hospital de Youthorne

A família Zimmerman chegou às pressas assim que recebeu a notícia. Ao ouvir a confirmação do óbito, Juliana quase desmaiou de tanta dor.

Logo, todas as atenções se voltaram para Robin. Como Henry, saudável no banquete do avô, podia estar morto agora?

— Sinto muito. — a voz dela era áspera, enquanto se curvava levemente e relatava tudo sobre a noite anterior, explicando também que Henry já estava doente havia muito tempo.

Mas eles recusavam acreditar. Na visão deles, era impossível conciliar a aparência recente de boa saúde com uma morte tão súbita.

Juliana, transtornada, agarrou Robin pelos ombros, como se a sacudisse em busca de uma verdade escondida. A pressão do aperto doía, mas Robin não recuou.

Foi então que uma voz baixa e firme cortou o ar:

— O assistente de Henry está aqui. Se tiverem perguntas, façam a ele.

Robin virou-se e viu Edward aproximar-se com Ned e Herb. Óculos escuros no rosto, passos lentos, mas seguros, recusando qualquer apoio até chegar diante dela.

— Robin, venha. — disse, numa ordem serena, mas absoluta.

Ela entendeu.

Não tenha medo. Deixe comigo.

Aproximou-se e segurou a manga dele com força.

Herb, com a voz embargada, explicou aos Zimmermans que Henry lutava contra a doença há anos. Escolhera esconder a gravidade para não fazê-los sofrer antecipadamente. Se Robin não o tivesse convencido, ele teria encontrado um canto qualquer para morrer sozinho, sem se despedir.

Então, ele disse:

— Mesmo que nada disso tivesse acontecido, Henry não passaria de um ano. E, se passasse, estaria preso a uma cama, ligado a tubos, incapaz de ir a qualquer lugar. Você acha que alguém como ele escolheria apodrecer num hospital, esperando o inevitável?

Robin mordeu os lábios.

— Eu… não sei. Não quero pensar nisso.

— Não pode fugir para sempre. — Edward a cortou.

As lembranças voltaram como facas: Henry tossindo sangue, entrando e saindo de hospitais, insistindo em acompanhá-la em Youthorne como assistente… todos os sinais estavam ali.

— Mas ele morreu na minha frente… — ela soluçou, agarrada à camisa dele. — Edward, ele morreu nos meus braços. Um momento estava salvando vidas, no outro…

Edward já vira a morte de perto inúmeras vezes. Mas, com Robin, tudo era diferente.

Se não fosse por ela, jamais teria se envolvido com os Zimmermans, muito menos levado Herb para explicar-lhes a verdade.

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