Dulce sai da mesa e caminha pelo bar como uma predadora, seu vestido curto molda cada curva de seu corpo. Ela caminha até a mesa de James e seu acompanhante com a autoconfiança de quem já sabe que vai vencer.
Assim que chega, ela se inclina com um sorriso descarado e apoia as mãos na mesa, fazendo questão de exibir ainda mais o decote generoso.
— Boa noite, rapazes — sua voz sai melosa, quase num sussurro. — Espero não estar interrompendo nada importante.
Levantando o olhar surpreso, James deixa que seus olhos deslizem lentamente pelo corpo dela. Ao notar a sua presença, rapidamente esboça um sorriso forçado — daqueles que se dá para manter as aparências em público. Afinal, o bar estava movimentado e, mesmo em uma área reservada, havia olhares curiosos por todo canto.
O acompanhante de James, no entanto, cruza os braços e a observa com desconfiança, claramente incomodado com a intromissão.
— Podemos ajudar em alguma coisa? — James pergunta, num tom suave, enquanto j**a o braço despreocupadamente sobre o encosto da cadeira.
Aproveitando o gancho, Dulce se aproxima ainda mais, de maneira quase íntima. Com um sorriso provocante, ela desliza os dedos gelados pela manga da camisa azul de James.
— Talvez eu possa ajudar você… — ela murmura, inclinando-se para cheirar discretamente o pescoço dele. — Você tem um cheiro maravilhoso, sabia? — sussurra, usando uma voz tentadora.
Mesmo não gostando da presença da mulher, James sorri um pouco desconcertado, mas não a afasta. Pelo contrário, leva o copo aos lábios, disfarçando o estresse que sentia por ela estar ali.
Percebendo estar conseguindo chamar a atenção, Dulce aproveita a deixa: discretamente puxa o vestido para baixo, expondo ainda mais o decote. O tecido cede, revelando parte dos seios e deixando pouca coisa para a imaginação.
Ela se senta de lado no encosto da cadeira vizinha, cruzando as pernas de maneira provocante e deixando o vestido ainda mais curto.
Por um instante, James parece hesitar e seus olhos desviam para a pele exposta dela.
Mas, antes que possa dar o golpe final, o acompanhante de James perde a paciência.
Com o rosto contorcido pela raiva, ele estica a mão e agarra o braço de Dulce com força, puxando-a para perto de si e com a voz bem baixa, mas num tom ameaçador, sussurra.
— Saia de perto do meu homem, sua vagabunda! — rosna.
A agressividade da ação surpreende-a de modo que ela cambaleia para trás, arregalando os olhos e levando a mão ao local onde foi segurada.
O barulho da cadeira arrastando ecoa no canto reservado do bar, atraindo alguns olhares curiosos, mas são rapidamente abafados pela música ambiente.
Humilhada, mas mantendo a aparência de dignidade, ela tenta se recompor. Ajeitando o vestido, retorna para a mesa, pisando duro, com o salto batendo forte no chão, como se cada passo fosse um protesto silencioso. Seu rosto, antes sedutor, agora estava completamente vermelho, demonstrando raiva, vergonha e humilhação.
Quando se senta, cruza os braços de maneira defensiva e lança um olhar fulminante para Hector, que, para piorar a situação dela, a recebe com um sorriso debochado no rosto, como se já tivesse previsto cada detalhe da cena que acabava de acontecer.
— Parece que você já sabia que aquele homem era gay, não é mesmo? — dispara ela, sem se preocupar em abaixar o tom de voz, completamente indignada.
Com toda calma do mundo, Hector abre um sorriso ainda mais largo.
— Eu desconfiava — responde com uma naturalidade irritante. — Mas precisava confirmar, não é? E nada melhor do que uma mulher irresistível como você para isso.
Sentado ao lado, Mark apenas balança a cabeça em reprovação, preferindo não se meter.

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