Pela manhã, Hector acorda e se senta na mesa do café, refletindo sobre o que pode fazer em relação à Ava, já que seus pensamentos o perturbaram a noite toda.
— Bom dia, Hector — Doris diz, se aproximando para servir o café.
— Bom dia — ele responde sem muita animação.
— Você dormiu bem? Parece estar cansado.
— A minha cabeça doeu a noite toda — revela.
— Se quiser, posso trazer um remédio para você — sugere Doris.
— Não precisa — protesta rapidamente, servindo-se de uma xícara de café puro. — Não acho que o que sinto passe com remédio.
Estranhando a declaração dele, Doris fica parada, esperando que ele continue falando, mas Hector fica em silêncio.
— O doutor Mark vai demorar para chegar? — ela pergunta, notando que, se dependesse de Hector, aquela conversa já estaria encerrada.
— Acredito que ele já esteja a caminho. Por quê?
— Tenho uma dúvida em relação aos medicamentos que ele prescreveu para a Ava.
— Que dúvidas?
— Há alguns medicamentos que são injetáveis, e eu fico meio receosa, já que não sou boa com agulhas.
— Entendo… — diz ele, ponderando.
— Você não acha que seria melhor contratar uma enfermeira para esses casos? — Doris propõe, um pouco insegura.
— E quem poderíamos contratar? Precisamos de alguém que possa manter segredo sobre a Ava estar aqui — ele acrescenta, frisando a necessidade de discrição.
Nesse momento, eles são interrompidos por uma voz.
— Com licença.
Mark entra na sala, chamando a atenção de todos.
— Bom dia, senhor Harrison — Doris cumprimenta.
— Bom dia — responde Mark. — Desculpem, não queria interromper, mas ouvi vocês falando sobre contratar uma enfermeira. Estão realmente considerando isso?
— Posso considerar a possibilidade, mas preciso de alguém em quem posso confiar completamente — explica Hector, dando uma olhada para o amigo.
— Conheço alguém que pode ajudar — Mark diz rapidamente. — Minha mãe é enfermeira.
— Sério? — Hector se surpreende.
— Sim, e ela está disponível porque a senhora de quem cuidava, infelizmente, faleceu há um mês. Ela tem estado à procura de um novo emprego desde então.
— Acha que ela aceitaria cuidar da Ava?
— Posso ligar para ela agora mesmo, se você quiser — sugere Mark.
— Se você está indicando-a, acredito que é por ela ser confiável, não é mesmo? — Hector diz, ainda meio desconfiado, mas claramente aliviado por ter uma recomendação de alguém de confiança.
— Pode contar com isso — assegura Mark. — Minha mãe é uma pessoa muito discreta, você gostará dela.

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