Jennie deu uma rápida olhada para Octavio.
O rosto dele estava tão inchado que quase não se reconhecia mais.
Mas o olhar que ele lançou para ela era de uma complexidade que nunca antes tivera.
"Não se preocupe comigo! Vá embora!"
Jennie respondeu friamente: "Se você morrer aqui, eu não vou conseguir explicar para a mamãe."
"Você diz que eu fugi de casa. Eu nunca escutei a mamãe, sempre fui o mais rebelde e encrenqueiro entre os irmãos. Ela não vai suspeitar."
"Chega!" Ugo, que até então fora ignorado, não aguentou mais e disse: "Peguem essa mulher! Eu a interroguei a noite toda, está na hora de relaxar um pouco com uma mulher!"
"Sim, senhor!"
Os membros do Clube de Artes Marciais responderam, sem dar muita importância a Jennie, e começaram a se aproximar.
Os dois que estavam na frente tentaram agarrar os braços de Jennie.
Mas antes que pudessem tocá-la, Jennie os chutou, jogando-os longe.
A força e a agilidade dela deixaram todos na sala surpresos.
Ugo estreitou os olhos, percebendo algo importante—
O Clube de Artes Marciais tinha segurança rigorosa, como essa mulher entrou?
Antes que ele pudesse entender, um cheiro estranho invadiu suas narinas.
No instante seguinte, alguns membros da frente começaram a desabar no chão.
"Não é bom! Tem gás venenoso no ar! Cuidado com o nariz!"
Ugo cobriu o nariz com a gola do terno e avisou alto.
Mas já era tarde demais.
Das dezenas de pessoas na sala, metade já estava no chão.
A outra metade, mesmo se esforçando, estava fraca, precisando se apoiar nas paredes para não cair.
"Abra as janelas! Vamos, abra as janelas!"
Ugo gritou.
Alguém correu em direção à janela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Aurora Dourada: Fênix
Continua estou gostando da história....