"Entretanto, se fizermos uma declaração agora... seremos criticados online," disse o líder da escola com uma expressão de dificuldade.
Ele sabia quem era Sérgio e o peso que suas palavras tinham.
"Se vocês agem corretamente, por que temer a crítica?" perguntou Sérgio. "Ou será que vocês têm algo a esconder em outros assuntos? Algo que não querem que seja descoberto?"
"De maneira alguma," o líder apressou-se em negar.
Ele simplesmente não queria que as coisas se tornassem tão complicadas.
Se a escola se pronunciasse, ela passaria a ser o alvo das críticas.
"Se não há nada a esconder, então ajam. Gina era aluna de vocês, vocês têm responsabilidade sobre ela. Não tentem limpar as mãos completamente."
O caso de Gina, embora relacionado à Débora, não podia ser inteiramente atribuído a Débora.
Débora era apenas a faísca inicial; os estudantes eram de sua própria instituição.
A Universidade Capital não poderia simplesmente colocar toda a culpa em Débora.
O líder estava com uma expressão de dificuldade e indecisão.
Depois de muito ponderar, ele finalmente concordou, embora com relutância, com o pedido de Sérgio.
"Está bem, então a nossa instituição se pronunciará, emitiremos um comunicado esclarecendo a situação. Quanto às difamações online, vamos deixar que nosso departamento jurídico cuide delas. Mas Débora também precisa encontrar uma solução para este problema o mais rápido possível."
O líder cedeu.
"Fique tranquilo, faremos o que for necessário. Vocês não serão deixados para trás," Sérgio deu ao líder da escola uma palavra de conforto.
Então, virou-se para Débora e disse: "Vamos, hora de voltar para casa."
Levantou-se, estendeu a mão e agarrou a pequena mão de Débora, puxando-a para fora do escritório do líder da escola.
A mão de Débora era pequena e macia, sentida em sua palma como se estivesse amassando massa de pão.
Débora sentia a mão de Sérgio quente enquanto era guiada por ele.
Caminharam um pouco até que Débora disse, "Espere, espere um momento..."
"O que houve?" Sérgio virou-se rapidamente, preocupado.
"Te devo demais."
"Você não me deve nada, sou eu que quero muito de você e, por isso, faço o que faço. Você pode entender que tudo que eu faço tem um propósito, e isso pode te fazer pensar que sou uma pessoa desprezível, que meus atos não têm valor algum."
"Mas você não é."
"Eu sou." A certeza na voz de Sérgio era misturada com autoironia, "Eu gosto de você, quero ter você, esse é o meu objetivo. Sou um vilão desprezível, não um bom samaritano que ajuda sem esperar nada em troca."
Débora olhava atônita para Sérgio.
Ele continuou, sorrindo: "Você não precisa me evitar nem responder ao meu sentimento. Mas prometa-me que, por um curto período, não se apaixonará por mais ninguém, e ficará ao meu lado, como minha médica, pode ser?"
Se ela realmente se afastasse, talvez não fosse tão ruim.
Então, ele apenas queria estar lá para ela, pura e simplesmente.
Ele estimava que não viveria muitos anos mais.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Atravessando: Da Coadjuvante à Protagonista
Alguém sabe de outro local que posta essa história? A autora não atualiza na luna novel faz 6 meses. A história percebe que está quase na fase final. E tem um tal de grupo privado que ninguém sabe como entrar....
🫰🤩😍🥰😘😉🌹...
😘🥰😍🤩😻🌹😉...
Atualização pfvr 🙏🏽🙏🏽🙏🏽...
Não tem mais a atualização por favor atualizar 😞 tô amando essas obra ☺️...
Quando vão posta mas 😍...