Eduardo observou a silhueta charmosa de Vitória se afastando. Ao caminhar, ela rebolava com graça e sensualidade, deixando um rastro de encanto. Ele chegou a rir de nervoso.
Milena levantou a mão, querendo limpar o canto da boca de Eduardo.
— Eduardo, você está bem?
Mas, antes que ela pudesse tocá-lo, Eduardo imediatamente deu um passo para trás.
— Vou voltar para casa.
Virou-se e partiu.
Ele se virou e foi embora também.
A mão de Milena permaneceu congelada no ar. Agora que não havia mais ninguém por perto, ela finalmente tirou a máscara. Seu rosto assumiu um semblante sombrio e cheio de rancor.
Ela odiava Vitória.
Era filha do motorista da família Martins. Anos atrás, seu pai morreu ao salvar o pai de Eduardo, deixando-a órfã. Por conta dessa dívida de gratidão, Eduardo sempre cuidou dela com atenção. Eles cresceram juntos como se fossem irmãos.
Milena era profundamente apaixonada por Eduardo. Acreditava que, um dia, se casaria com ele e se tornaria a Sra. Martins.
Mas, de repente, as famílias Martins e Almeida decidiram selar uma aliança por meio de um casamento. Eduardo se casou com Vitória.
Ela se consolava dizendo que Vitória era apenas uma ferramenta de união entre famílias ricas, que viveria como viúva de marido vivo depois de entrar na família. Mas não foi assim.
Vitória era uma verdadeira feiticeira. Desde que se casou, passou a viver grudada em Eduardo como se ele fosse seu único mundo.
Na época, já estavam casados havia dois anos. Em um certo dia, Milena estava do lado de fora do escritório. A porta não estava completamente fechada e havia uma fresta. Ela espiou por ali, em silêncio.
Eduardo estava sentado na cadeira de trabalho, com uma pilha de documentos sobre a mesa. Vitória estava sentada no colo dele, com uma alça do vestido escorregando pelo ombro, revelando a pele clara e suave.
A voz de Eduardo saía rouca:
— Hoje à noite tenho muito trabalho.
Vitória o abraçava, insistente:
— Deixa o trabalho para depois, amor. Eu estou com vontade...
Eduardo a segurou nos braços:
— Vamos para o quarto.
Vitória recusou:
— Quero aqui mesmo, no seu escritório. Você não gosta?
Vitória o beijou:
— Amor, vamos ter um filho?
Eduardo respondeu:
— Por que essa vontade de ter um filho agora?
— Você não quer ter um bebê comigo?
— Claro que quero.
Naquele dia, Milena estava do lado de fora da porta, observando tudo, tomada de inveja. Vitória era um demônio sedutor. Sentada no colo de Eduardo, ainda usava salto alto. Os finos saltos quase caíam, roçando contra a calça social preta do homem, criando uma cena tão provocante que nenhum homem resistiria.
Naquela época, Eduardo era jovem, cheio de energia e com desejos normais. Vitória era linda, inteligente, competente, criada com todo o cuidado pela família Almeida. Era uma mulher deslumbrante e radiante. Sabia exatamente como conquistar um homem. Desde o início, ao aceitar o casamento arranjado, ela se dedicou a seduzir Eduardo e queria tudo dele.
Durante aqueles anos de casamento, Eduardo esteve completamente entregue a ela.
Logo, Vitória engravidou. Milena achou que essa seria sua chance.
Mas, mesmo grávida, Vitória continuava a prender Eduardo ao seu lado. Em outra ocasião, Milena estava espiando do lado de fora do quarto. Eduardo estava sentado no sofá, e Vitória estava ajoelhada diante dele, agradando-o de forma intensa.
Era uma mulher assim... da qual nenhum homem conseguiria resistir!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
São quantos capítulos?...
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...