Eduardo olhava para Monique, sem conseguir esconder a decepção.
— Monique, você não deveria se sentir culpada? Como pôde fazer uma coisa dessas?
Eduardo sabia que Monique era um pouco mimada e tinha lá seus joguinhos, mas, quando Emilly lhe contou que ela havia contratado bandidos para sequestrar alguém, ele simplesmente se recusou a acreditar. Não achava possível que sua própria filha fosse, no fundo, tão má assim.
Eduardo era o líder de uma família poderosa e, Vitória, ainda mais, vinha de uma linhagem nobre e refinada. Como dois indivíduos com origens tão superiores poderiam gerar uma filha como Monique?
A decepção de Eduardo era profunda.
Mas Monique, em momento algum, percebeu o erro que havia cometido. Ao contrário, falou com indignação:
— Pai, como pôde me bater na frente dos outros? Assim, você só dá motivo para a Emilly rir de mim! Eu sou sua filha de sangue, por que você sempre toma o lado dos outros? — Depois de dizer isso, Monique se virou e tentou sair correndo.
Mas os seguranças vestidos de preto bloquearam o caminho. Foi então que a voz de Emilly soou atrás dela:
— Srta. Monique, eu te dei permissão para sair?
Mateus falou com frieza:
— Monique, você sequestrou a Sabrina e a minha mãe. Agora temos provas materiais e testemunhas. Acha mesmo que pode sair dessa como se nada tivesse acontecido?
Monique se virou, olhando para Emilly e Mateus. Ficava claro que nenhum dos dois estava disposto a deixá-la escapar.
Ela então voltou os olhos para Sra. Cássia. Mas o olhar de Sra. Cássia já não tinha mais nenhum traço de afeição. Estava claro que toda a boa vontade que ela um dia teve por Monique havia desaparecido.
A única pessoa em quem ela ainda podia se agarrar era Eduardo.
Monique olhou para o pai, implorando:
— Pai, eu sou sua única filha. Você não vai deixar que eles me levem assim, vai?
Eduardo não respondeu.
Monique insistiu, com a voz suplicante:
— Pai, você precisa me proteger! A minha vida não pode ser destruída por causa disso!
Eduardo olhou para Emilly e Mateus.
— Eu preciso levar a Monique para casa.
Eduardo finalmente tomou uma posição a favor de Monique.
— Venham limpar tudo isso aqui. Monique, venha comigo. — Ele saiu levando a filha.
Depois que pai e filha foram embora, Emilly pegou Sabrina no colo.
— Sabrina, vamos para casa também.
Sra. Cássia olhou para Emilly.
— Emilly, obrigada por ter curado minhas pernas. Que tal você e a Sabrina irem morar com a nossa família Costa?
Mateus ainda não sabia que a mãe já estava curada. Ficou chocado.
— Mãe, suas pernas...
Sra. Cássia sorriu.
— Foi a Emilly quem curou minhas pernas.
Mateus olhou para Emilly com felicidade.
— Emilly, muito obrigado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
São quantos capítulos?...
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...