Emilly olhou para Eduardo.
— Por que a Maria morreu de repente? Por que ela bateu a cabeça na parede assim, do nada?
Eduardo respondeu:
— Eu também não sei ao certo.
Olhando para o corpo sem vida de Maria, Emilly sentiu uma tristeza apertar-lhe o peito. Apesar de Maria nunca ter demonstrado carinho de mãe, e até mesmo tê-la machucado diversas vezes, Emilly jamais havia desejado sua morte.
Seus olhos claros começaram a se avermelhar e a se encher de lágrimas, que logo caíram em grandes gotas.
Nesse momento, a voz do mordomo soou do lado de fora:
— Sr. Eduardo, aconteceu uma coisa! É algo grave!
Eduardo se virou para o mordomo:
— O que foi que aconteceu?
— Sr. Eduardo, a Srta. Monique desapareceu repentinamente.
"O quê? A Monique sumiu?!"
Eduardo correu imediatamente para fora. Entrou no quarto de Monique, que estava vazio. Não havia sinal dela em lugar nenhum.
— Monique! Monique! — Eduardo se virou para o mordomo. — Quando foi que ela desapareceu?
— Sr. Eduardo, há pouco a empregada foi levar um suplemento para a Srta. Monique e percebeu que ela não estava mais no quarto. Ninguém viu quando ela saiu, mas eu acredito que já faz algum tempo.
Eduardo ordenou imediatamente:
— Mande todos procurarem agora mesmo! Mesmo que a busca precise revirar cada canto de Rio dos Cedros, precisamos encontrar a Monique!
O mordomo assentiu:
— Sim, Sr. Eduardo.
Eduardo saiu apressado. Nesse momento, Emilly vinha na direção oposta e parou diante dele:
— Presidente Eduardo, preciso falar com o senhor.
— O que você quer dizer, Emilly?
— Presidente Eduardo, o senhor não acha tudo isso muito estranho? Por que o Carlos e a Maria morreram, e agora a Monique desapareceu?
O olhar de Eduardo ficou sombrio:
— Emilly, agora eu preciso encontrar a Monique. Podemos conversar depois, está bem?
Eduardo correu sem esperar resposta.
Emilly franziu as sobrancelhas.
Mateus se aproximou e passou o braço pelos ombros dela:
— Emilly, como a Monique pôde desaparecer assim? Para onde será que ela foi?
Emilly olhou na direção por onde Eduardo havia sumido:
Com os olhos cheios de lágrimas, Monique começou a soluçar:
— Pai, você não me ama mais, não é?
Eduardo negou prontamente:
— Monique, como pode pensar isso? O papai ama você, sim.
— Mas eu não sinto esse amor. Pelo contrário, sinto que você gosta muito da Emilly!
— Eu...
— Pai, você sabe que eu e a Emilly nunca nos demos bem. Eu amo o Mateus, mas, mesmo assim, você continua se aproximando da Emilly. Você é meu pai... por que dá preferência a ela? Por que fica do lado da minha rival?
Eduardo não soube o que responder, porque, no fundo, era verdade: ele realmente gostava da Emilly.
Admirava-lhe a inteligência, a serenidade e a franqueza dela.
Sabia que Emilly e Monique eram rivais, que ambas estavam apaixonadas pelo mesmo homem.
Diante das palavras de Monique, Eduardo sentiu um peso no peito, tomado pela culpa:
— Monique, me perdoe. O papai não deveria ter agido assim...
— Pai, você sabe... na verdade, aquele veneno fui eu quem tomou de propósito. Eu queria incriminar a Emilly! — Monique confessou por si mesma.
— Monique...
— Mas, pai, você sabe por que eu fiz isso? Porque eu estava com inveja. Sentia inveja do amor que o Mateus dava para a Emilly. E sentia ainda mais inveja porque até você começou a gostar dela!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
São quantos capítulos?...
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...