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Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista romance Capítulo 615

A Sra. Berenice continuava firme em sua decisão de permitir que Emilly realizasse o tratamento.

O rosto de Maria ficou tenso.

— Mãe, você pensou bem sobre isso? Não pode entregar o Carlos nas mãos da Emilly. E se acontecer alguma coisa...?

Emilly curvou os lábios em um leve sorriso e olhou diretamente para Maria:

— Por que está com tanto medo de eu realizar o tratamento? Se você continuar tentando me impedir, terei mais do que razões para suspeitar que está escondendo algo muito sério.

O olhar da Sra. Berenice voltou-se para Maria mais uma vez.

— Minha decisão está tomada. Maria, afaste-se.

A Sra. Berenice havia falado, e Maria não teve mais argumentos. Mesmo que ela tivesse mil motivos para se opor, não podia dizer nada. Se ela insistisse, Berenice com certeza começaria a desconfiar. Seria praticamente uma confissão.

Maria teve que se retirar.

Emilly se aproximou e olhou para Carlos, deitado no leito. A única lembrança que ela tinha dele era que ele fora um bom pai. A vida de Carlos sempre girou em torno de sua filha, Monique.

Agora, ali estava ele, pálido, deitado como se não restasse mais nenhuma energia em seu corpo.

Emilly estendeu a mão e começou o diagnóstico.

A Sra. Berenice perguntou, aflita:

— Emilly, e então? O Carlos tem salvação?

Emilly assentiu.

— Sim, é possível salvá-lo.

O coração de Maria deu um salto. Seu olhar ficou perturbado. Seria mesmo possível que Emilly conseguisse salvar Carlos?

— Emilly, então, por favor, faça o tratamento imediatamente! — Insistiu a Sra. Berenice.

Emilly tirou uma agulha de prata e, com movimentos cuidadosos, inseriu-a na cabeça de Carlos.

De repente, o corpo que parecia sem vida até então começou a se contorcer de dor. A mão dele se mexeu, e ele ficou visivelmente agitado e sofrendo.

— Carlos! — Gritou a Sra. Berenice, tomada pela tensão.

— O Carlos morreu... — Disse, incrédula.

Maria também não conseguiu sentir nenhum pulso. Seus olhos brilharam com uma alegria quase incontrolável. Em vez de salvar Carlos, Emilly havia causado sua morte.

Isso era maravilhoso.

Maria olhou para Carlos mais uma vez. Ele foi o homem que ela amou a vida toda. Mas, por não tê-lo, esse amor transformou-se em ódio. Quanto mais ela o amou, mais o odiava agora. Morto, ele era melhor.

Ela não perdeu tempo.

— Emilly, você matou o meu marido! Você é uma assassina!

A Sra. Berenice encarou Emilly.

— Emilly, você não disse que podia salvá-lo? Como pôde fazer isso com o Carlos? Por que fez isso? Meu filho... meu filho...

— Mãe, não precisa mais perguntar nada! A Emilly nunca teve a intenção de salvá-lo. Ela fez isso de propósito, queria a morte do Carlos para vingar o pai dela! Precisamos chamar a polícia agora e prender essa criminosa!

Maria estava eufórica. Não esperava por essa reviravolta tão favorável. Era como matar dois coelhos com uma cajadada só: Carlos e Emilly estavam fora de seu caminho.

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