Sofia segurava o celular.
— Samuel, você está aí? Por que não diz nada?
Samuel estava sob a água fria do chuveiro. A voz da garota, doce e delicada como o canto de um rouxinol, atingia diretamente seus ouvidos, fazendo com que os cantos de seus olhos ficassem ainda mais vermelhos.
Ele soltou um gemido rouco:
— Estou.
Ele estava.
Sofia falou:
— Samuel, o que está acontecendo com você? Está tudo esquisito aí. O que você está fazendo?
Samuel fechou os olhos com um ar de abatimento. Uma mão segurava o celular, a outra se movia para baixo.
— Sofia!
Samuel chamou por ela com a voz embargada.
— Eu estou aqui, Samuel. Onde você está agora? Por que não responde às minhas perguntas? Samuel, não me diga que está com a Lisandra. Eu não quero que você fique com a Lisandra, muito menos que aconteça algo íntimo entre vocês dois. Está me ouvindo?
Samuel não respondeu.
Sofia continuava falando sozinha.
— Samuel, você está com saudade de mim? — Perguntou, de repente.
Samuel hesitou por um instante.
— Samuel, se estiver com saudade, vem me ver. Eu estou em casa. Hoje à noite meu pai e a Nayla não estão aqui, só estou eu.
Samuel não respondeu.
— Samuel, então vou desligar.
Dois sinais de chamada encerrada soaram. A chamada foi encerrada. Sofia já havia desligado.
Samuel estava inquieto. A essa altura, sua mente estava completamente tomada por Sofia. Ele queria ir vê-la.
Ele desligou o chuveiro e se vestiu. Lisandra dormia profundamente na cama. Havia pessoas vigiando do lado de fora. Ele só tinha uma opção: sair pela janela.
Era o quarto andar. Samuel abriu a janela, amarrou alguns lençóis, formando uma corda improvisada, e, sem pensar muito, saltou.
Ele caiu no chão com força.
Do lado de fora, o ar era fresco e livre. Samuel esticou as pernas e saiu correndo com determinação.
— Samuel, o que aconteceu no seu braço?
Se Sofia não tivesse mencionado, Samuel nem teria notado o ferimento. Provavelmente foi na hora de pular a janela.
Mas isso agora pouco importava.
Samuel estendeu o braço, segurou a cintura fina e macia de Sofia e a puxou com força para si.
Apertando aquele corpo perfumado e suave, Samuel abaixou a cabeça e colou seus lábios nos dela.
O beijo foi intenso, um gesto dominador que parecia purificar as emoções no fundo do ventre dela. As pernas de Sofia amoleceram, e ela quase escorregou até o chão.
Mas Samuel a segurava firme, sustentando seu corpo delicado contra o peito dele.
Sofia sentiu na hora o calor anormal do corpo dele e o desejo pulsante que o dominava.
Apoiando-se no peito forte de Samuel, ela tentou empurrá-lo um pouco para trás:
— Samuel, o que está acontecendo com você?
Ele a encarou com olhos ardentes:
— Sofia, eu te quero!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
São quantos capítulos?...
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...