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Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista romance Capítulo 508

— Nilo, como você está? Está se alimentando direitinho? Ninguém está te maltratando, né?

Mateus olhava para Emilly. O rosto dela transbordava preocupação por Nilo; aquela tensão e cuidado eram impossíveis de fingir.

Mateus virou-se de costas. Não queria ver, nem ouvir.

— Emilly, estou bem, não se preocupe. O presidente Mateus me trouxe para cá e tem me tratado com boa comida e conforto. Acho até que engordei. — Brincou Nilo.

Emilly sabia que Nilo só estava tentando tranquilizá-la. Ela curvou levemente os lábios.

— Nilo, aguenta só mais um pouco. Eu aceitei fazer a cirurgia da Monique. Assim que tudo terminar, você estará livre.

Nilo ficou em silêncio por um instante. Ele não perguntou o motivo da decisão de Emilly, qualquer que fosse, ele a apoiaria.

— Tudo bem. Não se preocupe comigo. Estou realmente bem.

Com o celular na mão, Emilly olhava para as milhares de luzes espalhadas pela cidade, do lado de fora da janela.

— Nilo, depois da cirurgia da Monique, vamos embora daqui. Não quero mais ficar em Rio dos Cedros.

Ao ouvir isso, o corpo imponente e elegante de Mateus enrijeceu de repente. Emilly queria ir embora.

— Emilly, por que essa vontade de partir tão de repente? Antes, quando eu pedia para você voltar comigo, você nunca quis.

Emilly encarou o próprio reflexo na vidraça e respondeu baixinho:

— Porque os assuntos que me prendiam aqui já foram resolvidos. Naturalmente, está na hora de partir.

Nilo disse:

— Tudo bem. Quando chegar a hora, eu levo você embora.

Emilly encerrou a ligação e devolveu o celular para Mateus.

— Presidente Mateus, aqui está o aparelho.

Mateus pegou o aparelho.

Emilly, então, impôs sua condição:

— Eu posso fazer a cirurgia da Monique, mas antes da operação você precisa libertar o Nilo. Só quando eu o vir em segurança é que começarei o procedimento.

Mateus assentiu:

— Certo, eu concordo.

Emilly falou:

— Presidente Mateus, então pode ir agora. Já disse tudo o que tinha para dizer.

— Emilly, você contou ao presidente Mateus? Você disse a ele que foi você quem salvou a vida dele? Ele acreditou?

Emilly sorriu levemente.

— Não contei.

— Ah, Emilly! Por que não contou isso para ele?

— Sofia, não é o momento. O amuleto ainda está nas mãos da Monique. Se eu falar agora, posso acabar alertando ela. Já aceitei fazer a cirurgia no coração dela.

Sofia olhou para Emilly, intrigada.

— Emilly, você está tramando alguma coisa?

— Na época em que salvei o Mateus, havia uma testemunha ocular. Já mandei chamá-la. No dia da cirurgia da Monique, essa testemunha vai chegar. E aí, eu mesma vou desmascarar a Monique.

Sofia ficou eufórica:

— Isso é maravilhoso, Emilly! Aquela Monique fingiu ser você por tantos anos, roubou o carinho e a proteção que eram seus por direito. Já passou da hora dela devolver tudo que tomou.

Um brilho frio e afiado surgiu nos olhos de Emilly.

— Sabe qual é a forma mais devastadora de destruir uma pessoa? É levá-la ao topo... e depois jogá-la com força no fundo do abismo. Naquele momento, ela vai desmoronar. Esse será o preço que Monique vai pagar por ter fingido ser eu!

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