— Nilo, como você está? Está se alimentando direitinho? Ninguém está te maltratando, né?
Mateus olhava para Emilly. O rosto dela transbordava preocupação por Nilo; aquela tensão e cuidado eram impossíveis de fingir.
Mateus virou-se de costas. Não queria ver, nem ouvir.
— Emilly, estou bem, não se preocupe. O presidente Mateus me trouxe para cá e tem me tratado com boa comida e conforto. Acho até que engordei. — Brincou Nilo.
Emilly sabia que Nilo só estava tentando tranquilizá-la. Ela curvou levemente os lábios.
— Nilo, aguenta só mais um pouco. Eu aceitei fazer a cirurgia da Monique. Assim que tudo terminar, você estará livre.
Nilo ficou em silêncio por um instante. Ele não perguntou o motivo da decisão de Emilly, qualquer que fosse, ele a apoiaria.
— Tudo bem. Não se preocupe comigo. Estou realmente bem.
Com o celular na mão, Emilly olhava para as milhares de luzes espalhadas pela cidade, do lado de fora da janela.
— Nilo, depois da cirurgia da Monique, vamos embora daqui. Não quero mais ficar em Rio dos Cedros.
Ao ouvir isso, o corpo imponente e elegante de Mateus enrijeceu de repente. Emilly queria ir embora.
— Emilly, por que essa vontade de partir tão de repente? Antes, quando eu pedia para você voltar comigo, você nunca quis.
Emilly encarou o próprio reflexo na vidraça e respondeu baixinho:
— Porque os assuntos que me prendiam aqui já foram resolvidos. Naturalmente, está na hora de partir.
Nilo disse:
— Tudo bem. Quando chegar a hora, eu levo você embora.
Emilly encerrou a ligação e devolveu o celular para Mateus.
— Presidente Mateus, aqui está o aparelho.
Mateus pegou o aparelho.
Emilly, então, impôs sua condição:
— Eu posso fazer a cirurgia da Monique, mas antes da operação você precisa libertar o Nilo. Só quando eu o vir em segurança é que começarei o procedimento.
Mateus assentiu:
— Certo, eu concordo.
Emilly falou:
— Presidente Mateus, então pode ir agora. Já disse tudo o que tinha para dizer.
— Emilly, você contou ao presidente Mateus? Você disse a ele que foi você quem salvou a vida dele? Ele acreditou?
Emilly sorriu levemente.
— Não contei.
— Ah, Emilly! Por que não contou isso para ele?
— Sofia, não é o momento. O amuleto ainda está nas mãos da Monique. Se eu falar agora, posso acabar alertando ela. Já aceitei fazer a cirurgia no coração dela.
Sofia olhou para Emilly, intrigada.
— Emilly, você está tramando alguma coisa?
— Na época em que salvei o Mateus, havia uma testemunha ocular. Já mandei chamá-la. No dia da cirurgia da Monique, essa testemunha vai chegar. E aí, eu mesma vou desmascarar a Monique.
Sofia ficou eufórica:
— Isso é maravilhoso, Emilly! Aquela Monique fingiu ser você por tantos anos, roubou o carinho e a proteção que eram seus por direito. Já passou da hora dela devolver tudo que tomou.
Um brilho frio e afiado surgiu nos olhos de Emilly.
— Sabe qual é a forma mais devastadora de destruir uma pessoa? É levá-la ao topo... e depois jogá-la com força no fundo do abismo. Naquele momento, ela vai desmoronar. Esse será o preço que Monique vai pagar por ter fingido ser eu!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
São quantos capítulos?...
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...