Emilly acordou atordoada, com a mente turva. Ao abrir os olhos, foi recebida por uma luz branca tão forte que mal conseguia mantê-los abertos.
Como médica, reconheceu imediatamente onde estava: sobre uma mesa cirúrgica.
Estava deitada sobre no metal frio, cercada por vários médicos vestidos com jalecos brancos.
Ploc, ploc, ploc.
Os médicos abriram vários frascos pequenos, quebrando as tampas com estalos secos, e começaram a aspirar o líquido com seringas longas. Um deles disse:
— Administrem a anestesia imediatamente. Vamos iniciar o procedimento de aborto.
"Procedimento de aborto?"
Desde o ataque na casa de Daniela, Emilly sabia que essas pessoas estavam atrás dela, ou melhor, atrás do bebê que carregava.
Tentou se mover, mas seu corpo não respondia. A pancada que levara na nuca fora tão forte que mal conseguia reunir forças.
A enfermeira ao lado perguntou:
— Doutor, e os familiares da paciente? Ela está prestes a fazer um aborto... por que não tem nenhum acompanhante?
O médico respondeu:
— Você ainda não sabe? O marido dela é o Presidente Mateus. Mas ele não virá. Acabou de nos ligar, ordenando que iniciássemos a cirurgia imediatamente. Disse que é para retirar o bebê dela.
Outro médico olhou para Emilly com certo pesar e comentou:
— Você foi mexer com as pessoas erradas. Logo com o Presidente Mateus e a Srta. Monique. Todo mundo sabe que a Srta. Monique é a queridinha do Presidente. Mas você foi provocá-la... Pois fique sabendo: tudo isso foi orquestrado pelo próprio Presidente. Ele mandou alguém até a casa da sua melhor amiga, atraiu você até lá e depois a trouxe direto para a mesa de cirurgia. A ordem é clara: tirar o bebê imediatamente!
Deitada naquela mesa gélida, Emilly sentiu-se como se estivesse sendo arrastada para um abismo sem fim.
"Mateus... por que está sendo tão cruel?"
Ela sabia que Mateus faria qualquer coisa por Monique, mas, ainda assim, ele conseguia superar cada vez mais as piores expectativas que ela tinha dele.
Se pudesse escolher, preferiria nunca tê-lo conhecido.
Com dificuldade, Emilly moveu a mão e a pousou sobre o ventre ainda plano. Ali estava o seu bebê.
Não.
Mas, naquele exato instante, um dos médicos correu atrás dela e a agarrou com força.
A mão de Emilly escorregou da maçaneta, e ela viu, impotente, enquanto era arrastada de volta.
— Soltem-me! Não machuquem o meu filho! — Gritava Emilly, tentando se desvencilhar.
Mas ela estava fraca. Dois médicos conseguiram colocá-la de volta sobre a mesa gelada.
— Não queremos fazer isso com você. — Disse um dos médicos, tentando contê-la. — Mas temos que seguir ordens. Foi o Presidente Mateus quem mandou tirar o seu bebê. Se tem que culpar alguém, culpe-o.
— Não! Me soltem! Soltem!
Os olhos claros de Emilly estavam vermelhos de desespero. Lágrimas quentes e cristalinas escorriam pelo seu rosto.
"Mateus, por quê? Eu te odeio!"
...
Palácio Estelar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
São quantos capítulos?...
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...