Mateus olhou para Monique e balançou a cabeça.
— Impossível! A criança não pode ser do Nilo! A criança é minha!
As mãos de Monique, pendendo ao lado do corpo, se fecharam com tanta força que ela quase mordeu os lábios de raiva.
"Por que Mateus reagira de forma tão intensa ao ouvir que o filho de Emilly poderia ser de Nilo? Por que ele tem tanta certeza de que o filho é dele?"
Monique disse:
— Mateus, por que essa reação? Eu me lembro bem de que você não gosta de crianças. Mas... será que você quer mesmo que o filho da Emilly seja seu? Você quer que ela tenha esse bebê?
Os olhos estreitos de Mateus estavam tomados por um tom avermelhado. Ele mesmo não sabia explicar, mas simplesmente sentia que o filho de Emilly era seu.
Ele queria, do fundo do coração, que Emilly estivesse grávida dele.
Monique então tirou algo de sua bolsa.
— Mateus, este é o laudo da gravidez da Emilly. Aqui diz claramente a data: ela está grávida de 2 semanas e 3 dias. Faz as contas. Essa criança pode mesmo ser sua?
Mateus baixou o olhar para o laudo nas mãos de Monique e então o pegou.
No documento estava escrito o nome "Emilly". Era realmente o exame dela.
Abaixo, constava a data: 2 semanas e 3 dias de gestação.
Duas semanas... Era evidente que aquela criança não era dele.
A última vez entre ele e Emilly havia sido há um mês. A penúltima, dois meses.
Durante esse último mês, Emilly estivera com Nilo o tempo todo. A resposta agora era clara: o filho era de Nilo.
Emilly estava esperando um filho de Nilo.
Não era à toa que, naquele dia, quando ele a levou para fazer exames no Centro São Remédio, ela quis enganá-lo. No fim das contas, o filho nunca foi dele.
Foi ele quem se iludiu.
Mateus rasgou o laudo de gravidez com as próprias mãos e jogou os pedaços ao ar, espalhando-os como lâminas cortantes.
Com as mãos na cintura, o peito arfava pesadamente, o corpo todo tomado pela fúria.
Nesse momento, Monique o abraçou.
— Mateus, agora o Nilo é o namorado da Emilly. É natural que ela esteja grávida dele. Não é de se estranhar que ela tenha ficado tão brava quando tentamos atingir o Nilo... ele é o pai do filho dela.
Mateus apertou os lábios finos, formando uma linha fria e cortante. Não disse nada.
Mas, ao mesmo tempo, quanto mais isso acontecia, mais ela sentia uma satisfação amarga e intensa.
Ela queria exatamente isso: que Mateus e Emilly continuassem se ferindo com esses mal-entendidos. Que nunca mais pudessem ficar juntos!
...
Emilly ainda estava em seu apartamento no Palácio Estelar. A assistente havia acabado de lhe trazer chá de camomila e melissa, e logo foi embora.
Emilly havia tomado um remédio para estabilizar a gravidez, que ela mesma preparara.
Suas emoções estavam muito abaladas, e isso estava afetando a gestação.
Nesse momento, a campainha do apartamento tocou.
"Quem será?"
Emilly foi até a porta e a abriu. Do lado de fora, estava a figura alta e imponente de Mateus.
Emilly não queria ver aquela pessoa. Nem queria trocar uma palavra com ele. Por isso, imediatamente tentou fechar a porta.
Mas antes que conseguisse, Mateus ergueu a mão e segurou a porta com firmeza.
— Me deixa entrar!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após o Escândalo: O CEO no Consultório do Urologista
São quantos capítulos?...
Por favor, comprei o livro no mercado pago e o capítulo vai até 1176, gostaria que liberassem os próximos capítulos. E-mail [email protected]...