Depois de ficar parada em silêncio atrás da porta por um momento, esperando as emoções se acalmarem, Elena Alves abriu a porta.
William Pinto estava encostado sozinho na parede, perdido em pensamentos.
Ao vê-la sair, recobrou a consciência.
— Encontrou o que queria?
Elena Alves balançou a cabeça.
— Não, mas eu só vim dar uma olhada mesmo.
Sobre a questão da foto, ela decidiu esconder de William Pinto até ter certeza.
— A propósito, vou jantar no Vivendas do Parque hoje à noite, pode ser?
Um brilho surgiu nos olhos sombrios de William Pinto, e ele sorriu:— Eu disse, lá sempre será a sua casa.
— Certo, vejo você à noite.
Elena Alves acenou e dirigiu para o laboratório para trabalhar.
Marcelo Miranda estava ocupado lidando com o Velho Senhor Miranda, e Valentino Capelo tinha ido para a Itália novamente, então ela precisava adiantar o projeto 001.
Felizmente, uma vez que entrava no modo de trabalho, ela se concentrava totalmente e sua eficiência era alta.
Ao meio-dia ela também não descansou, apenas comeu um sanduíche e continuou trabalhando.
Até as seis da tarde, quando levantou a cabeça e percebeu que já estava escuro lá fora. Ligou apressadamente para William Pinto.
— Desculpe, esqueci de olhar a hora. Estou indo agora.
— Imaginei que estivesse trabalhando, por isso não te apressei. Não tenha pressa, dirija com cuidado.
Ao desligar o telefone, William Pinto ordenou ao cozinheiro que preparasse os dois pratos restantes.
Eram quase sete horas quando Elena Alves chegou ao Vivendas do Parque.
— Desculpa, o trânsito estava horrível.
— Não precisa pedir desculpas sempre. Esperar um pouco por você não é nada.
William Pinto pegou o casaco que ela tirou e o pendurou pessoalmente.
Elena Alves lavou as mãos e voltou para a sala de jantar. A comida já estava servida na mesa.
Ela só tinha comido um sanduíche no almoço e agora estava faminta.
Vendo que a mesa estava cheia de seus pratos favoritos, começou a comer com vontade.
William Pinto curvou os lábios em um sorriso.
— Coma devagar, ninguém vai roubar de você.
— Você é muito legal agora.
Elena Alves ainda não podia dizer que gostava de Antonio Pinto. Como diz o ditado, quem ama o feio, bonito lhe parece, ela era uma pessoa comum, então era inevitável que odiasse o que vinha de quem ela odiava.
Chegando a uma loja de conveniência, ela deixou Antonio Pinto escolher alguns lanches que gostasse.
William Pinto era rigoroso com a educação da criança e nunca permitia que ele comprasse besteiras na rua.
Até os bolinhos eram feitos em casa por um confeiteiro contratado.
Antonio Pinto engoliu em seco.
— Papai diz que não é saudável, ele vai ficar bravo.
— Comer um pouquinho não tem problema. Comigo aqui, ele não ousa brigar com você.
Quando criança, Elena Alves também adorava lanches. O médico dizia que seu estômago era fraco e a Vovó Pinto não permitia que ela comesse, então ela comia escondido na rua.
Comer algumas porcarias a mais não causaria nenhum dano à saúde, mas podia trazer felicidade naquele momento.
Com o apoio dela, Antonio Pinto pegou dois pacotes de batata frita.
Elena Alves pagou a conta, levou-o para casa e, em seguida, deixou o Vivendas do Parque.
Ela não foi para casa, mas sim levou as amostras de William Pinto, Roberto Pinto e Antonio Pinto para uma instituição de testes de paternidade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Após O Divórcio, A Perna Dele Se Recuperou.
Adorei o livro!...