Os dois estudantes duvidaram de suas próprias habilidades e foram advertidos novamente pelo Diretor Castro.
— Nós entendemos, professor. Vamos nos esforçar.
Ambos estavam um pouco abatidos.
Eles não sabiam se algum dia na vida teriam a chance de usar as próprias mãos como balança.
Os dois também não conseguiam estimar a temperatura.
— Não tem problema. Vocês ainda são jovens, terão tempo de sobra para praticar. — Dália ajudou a consolá-los.
Os dois se entreolharam, com vontade de balançar a cabeça negativamente.
Essa garota não deveria verificar a própria idade antes de falar?
Ela era tão nova e já sabia de tudo. Eles estavam na pós-graduação e eram bem mais velhos do que ela.
Mas aos olhos dela, os dois não passavam de aprendizes.
Dália percebeu a reação deles, adivinhou o que pensavam e explicou: — Quando eu tinha três anos, já conseguia identificar todas as ervas medicinais; aos cinco, decorei todas as fórmulas médicas, e com oito anos já estava montando receitas sozinha.
— Mas isso também foi porque aprendi desde criança.
— Se não fosse pelo talento somado ao estudo na infância, meu ponto de partida seria o mesmo de vocês, e eu não seria muito melhor do que vocês.
As palavras de Dália serviram como consolo para os dois.
O remédio ficou pronto. O Doutor Eduardo chegou rápido, e Dália o seguiu.
O Diretor Castro os acompanhou novamente junto com os alunos.
Ele queria que os dois aprendessem um pouco.
Dália caminhou com o Doutor Eduardo até a porta do quarto e viu uma mulher de meia-idade saindo com uma garrafa térmica.
Ao ver o Doutor Eduardo, ela o cumprimentou educadamente.
— Doutor Eduardo.
A mulher tinha cabelos brancos nas têmporas, rugas fundas no rosto e um sorriso amargo.
Ela claramente fazia parte do grupo de pessoas que trabalhavam duro e tinham muitas dificuldades financeiras.
Dália não respondeu. Apenas avisou que a pomada iria esfriar em breve e que deveriam medicar o paciente primeiro.
Afinal, ela era jovem e não sabia como lidar com esse tipo de situação.
O Doutor Eduardo pediu a uma enfermeira para acompanhar a mulher na busca pela água quente.
O estado da mulher parecia ruim. Os olhos estavam vermelhos e inchados, e o rosto, pálido. Parecia que desmaiaria a qualquer momento.
O que eles fariam se uma pessoa como ela desmaiasse no hospital?
Quando Dália entrou no quarto, ela viu a situação exata do homem.
Depois de examiná-lo, verificou o pulso dele e franziu a testa.
— Ele continua com febre. A infecção piorou. Vamos aplicar a pomada primeiro, devemos trocar o curativo a cada oito horas.
— Certo. — O que Dália dissesse, seria feito. O Doutor Eduardo não rebateu.
Ele ia mencionar que a ferida do paciente oscilava entre melhora e piora, mas Dália já tinha destampado a perna, cortado as ataduras e estava cuidando da ferida novamente.

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