Vendo Jamile ainda insatisfeita e indignada.
Adilson retrucou:
— Ela realmente não tem obrigação de cuidar de mim.
Isso deixou Jamile ainda mais irritada:
— Vocês dois são mesmo meus filhos biológicos?
— Eu defendo você, e você ainda me critica.
— Vocês dois estão bem sintonizados agora.
Adilson e Keila ficaram em silêncio.
Eles perceberam que Jamile estava cada vez mais irracional, mas os dois realmente não podiam dizer nada.
A pressão sobre Jamile devia ser maior do que a deles agora.
Ela precisava se preocupar a todo momento com os problemas da família e se a perna do filho voltaria ao normal.
E ainda mais com Giovani acertando as contas com ela depois de superar essa crise.
Mas isso não era culpa deles, não foi a própria Jamile quem causou tudo isso?
Ao ver a reação dos filhos, Jamile sentiu-se ainda mais desconfortável.
Se Giovani não a tivesse traído primeiro, Jamile não teria agido por impulso...
Os filhos não podiam entendê-la, e as queixas de Jamile não tinham a quem ser contadas.
Dália, claro, não sabia da insatisfação de Jamile por ela não visitar Adilson.
Mesmo que soubesse, ela não se importaria.
As palavras de Jamile não a afetavam.
No laboratório, Dália mergulhou de cabeça em seu trabalho intenso.
Ao meio-dia, ela até almoçou no laboratório.
Somente no final da tarde ela foi ao refeitório do hospital.
Dália pegou o cartão de refeição do Doutor Silva e os dois jantaram juntos no refeitório.
A comida do hospital não era particularmente deliciosa, mas pelo menos era limpa.
O dia seguinte era fim de semana, e Ziraldo havia tirado folga para levar Dália à sua cidade natal.
A família dele morava em uma cidadezinha próxima à Cidade Y.
No passado, ele só queria deixar sua cidade natal, pois a vida com seu pai era muito opressiva.
O desentendimento de anos entre pai e filho começou a mudar quando ele reconheceu as habilidades da medicina tradicional de Dália.
O Doutor Silva não deu importância e apenas acenou com a cabeça para Keila.
Keila sentiu-se frustrada por ter sido ignorada.
Mas ela sabia que seu relacionamento com Dália não era bom, então era normal que a tratassem daquele jeito.
— O irmão já acordou, se a irmã tiver tempo, pode ir vê-lo.
Passar o dia inteiro no hospital, ela não iria ficar o tempo todo com aquele Doutor Silva, não é?
Se fosse esse o caso, Keila nem saberia o que dizer.
— Tudo bem. — Dália concordou superficialmente.
Se ela iria ou não, não era da conta de Keila.
Keila realmente não tinha nada a ver com isso.
Keila também sabia disso e, sem motivo para ficar, teve que ir pegar a sopa.
Aquela sopa precisava de uma prescrição médica para ser retirada, era muito concorrida.
— O Caldo Fortificante do seu hospital é bem popular. — Dália observou e comentou com Ziraldo.
— Não é? Essa sopa também foi criada pelo departamento de medicina tradicional.

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