— Esse material vale um bom dinheiro se for da qualidade certa, mas, como peguei do lixo, encontrar algo ali vai depender apenas da sorte...
O chefe falava enquanto cortava a pedra.
— Parece que valorizou. — Após o corte, o chefe fez uma pausa repentina.
Marcelo olhou de soslaio e riu: — Olha só, e não é que o verde apareceu mesmo.
Dália estava muito surpresa.
Porque ela realmente tinha escolhido aquilo ao acaso.
Simplesmente pegou a pedra que lhe agradou aos olhos; afinal, todos eles eram amadores.
E, por pura coincidência, ela tinha ganhado outra aposta.
Camille brincou: — Dália, você tem uma sorte incrível! Sempre consegue ganhar nessas apostas.
— Por que eu não tenho tanta sorte assim? — suspirou Yadson.
Uma pedra escura daquelas, quem diria que esconderia uma jade?
Soraia examinou Dália: — Que sorte incrível a sua! Deveríamos todos ir jogar na loteria juntos!
Quem imaginaria que ela faria duas apostas e venceria as duas?
Todos ficaram para baixo; só Dália estava faturando.
— Sua sorte já deu muito resultado por hoje. Você ainda quer tentar a sorte na loteria?
Dália nunca tinha pensado naquilo; ela continuou observando o chefe cortar a pedra.
O chefe ainda fez a gentileza de avisar: — Se vocês não têm certeza, uma aposta que já está na metade pode ser vendida.
— Pra mim, isso deve ser Jade Gelo Imperial, vale muito!
— É o melhor material que já abri aqui na minha barraca.
— A culpa é minha por ter deixado se misturar. Se não fosse isso, eu mesmo a teria aberto ontem à noite, e vocês não teriam tido chance.
— Não liguem para a aparência feia da pedra, ela é uma autêntica Jade Negra de Obsidiana, de onde só saem tons verdes.
— Você tem muita sorte, garota, e também tem um bom olho.
Dália desconfiava que o chefe estivesse sofrendo internamente e só não dizia.
Porém, não acreditava em tudo que ele falava.
Se o dono da barraca pretendia abrir a pedra, por que não fez isso na noite anterior?
Mesmo quando tudo foi revelado, não sobrou muita coisa; daria para tirar dois braceletes e olhe lá.
Mas um bracelete verde tinha grande valor de mercado; por causa da cor atraente, era muito procurado por senhoras ricas e de meia-idade.
— Essa jade é sua, menina? — um homem idoso que estava por perto perguntou a Dália.
Ele balançava um leque nas mãos.
Dália fez que sim com a cabeça.
O homem idoso então disse: — Oitocentos mil, vende para mim, o que acha?
— Velhote, oitocentos mil e quer comprar uma Jade Gelo Imperial dessa qualidade? Eu dou oitocentos e oitenta!
Outro jovem apareceu.
Embora o lance dele soasse extravagante, na verdade não havia subido tanto o preço.
Essa jade de gelo imperial não tem o mesmo valor que a jade cristal verde vibrante, mas ainda assim vale uma fortuna.
Dália estava meio perdida e decidiu tirar uma foto para mandar para Lázaro.
Os lances dos estranhos não a atraíam; se vendesse para um conhecido, ele é que daria o preço.

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