Dália não se importava que os outros a comparassem a Keila.
Mas ela não gostava de ser comparada.
Keila adorava isso e, por isso, ficou deprimida quando suas notas foram piores que as de Dália.
— Entendi.
Marcelo percebeu que aquela prima tinha bastante personalidade.
À tarde, ele os levou para dar uma volta no mercado de apostas em pedras.
Eles presenciaram apostadores perdendo e ganhando fortunas a cada corte na pedra.
Os três amigos ficaram tentados a tentar a sorte também, ao ver que Dália ganhou muito dinheiro com uma única pedra. Mas esse desejo passou rápido.
— Aquele homem agora há pouco comprou a pedra bruta por dois milhões, certo? E agora que não deu em nada, quanto ela vale? — perguntou Yadson em voz baixa.
Eles tinham visto a cor verde na pedra e, usando a linguagem do comércio de pedras, a transparência parecia boa, então por que perdeu o valor tão rápido?
Marcelo, em um gesto de bondade, explicou àqueles novatos que ainda não sabiam de nada: — A cor verde só aparecia na camada superficial da pedra. Ela não serve para nada e é considerada material sem valor.
Prejuízo total.
— Dois milhões não é nada. No leilão público do ano passado, teve gente que gastou quarenta milhões em minérios e perdeu. Aquilo sim foi intenso.
Marcelo estava naquele ramo há muito tempo e já estava insensível a essas coisas.
Não havia muita diversão localmente; ele só tinha ido ali hoje a convite de outros para assistir.
E agora que estava acompanhando a prima, o objetivo era só mostrar as coisas a ela.
Vendo os outros perderem dinheiro, ela não ficaria orgulhosa por ter ganhado uma aposta.
— Aquela pedra da Dália foi pura sorte, mas não é todo mundo que consegue ficar rico do dia para a noite assim.
— Houve um grande rei da jade que enriqueceu com as pedras, mas depois perdeu tudo. Ele entregou a esposa e os filhos como garantia e pulou de um prédio.
— Quem se deixa levar pela ganância nas apostas sempre acaba se prejudicando.
— E se cada um de vocês escolher mais um pedaço de pedra bruta? Eu pago e vocês podem se divertir!
Ao ver a submissão dos mais jovens, Marcelo não pôde deixar de sentir compaixão.
Para ele, como primo mais velho, não era nada gastar um pouco para agradar a prima e seus amigos.
Ao ouvirem aquilo, os três balançaram as cabeças, recusando.
— De jeito nenhum, Marcelo, não queremos que você gaste com a gente. Nós temos dinheiro.
— Isso mesmo, Marcelo. Você não precisa pagar, só fique de olho e não deixe ninguém nos enganar.
Camille tirou o celular do bolso: — Dá para comprar um minério com cinco mil? Posso usar o dinheiro que ganhei no Ano Novo.
Ah, eles ainda não tinham desistido de tentar mais uma vez.
Dália finalmente compreendeu as intenções deles.

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