Dália respondeu sorrindo: — Vocês são os únicos que não têm medo de andar de carro comigo.
Será mesmo?
Soraia duvidava disso: — O meu pai dirige há décadas. Viajamos em família ano passado, e ele não dirige com tanta presença.
Camille também concordou com a cabeça: — A minha mãe tem um temperamento meio forte, sabe? Mas no volante ela é bem cautelosa.
— Só que, para mim, o jeito da Dália dirigir é meio selvagem, mas estável ao mesmo tempo, dá uma baita sensação de segurança.
Yadson também compartilhou a mesma impressão: — Têm vários homens lá em casa, todo mundo dirige, mas não tem ninguém igual à Dália.
— Vou aceitar isso como um elogio. — Dália respondeu.
Soraia estava no banco do carona e de vez em quando dava um petisco para Dália.
Dália dirigia sem se preocupar em perder o foco. Não importava como ela comia os petiscos, a condução se mantinha firme.
No meio do caminho, se depararam com um carro tentando ultrapassar e quase causaram um acidente. Mas Dália, graças à sua técnica, conseguiu desviar perfeitamente.
As outras pessoas não tiveram a mesma sorte e acabaram se envolvendo em um engavetamento.
Como Dália estava no único carro que conseguiu desviar, até mesmo a polícia de trânsito ficou surpresa.
Como Dália escapou do acidente, os carros atrás dela não se prejudicaram tanto, mas a situação na frente era caótica.
Vários carros acabaram colidindo uns nos outros, e as ambulâncias não paravam de levar os feridos.
As pessoas dos carros de trás, que sofreram ferimentos leves, não aguentaram de curiosidade para conhecer o motorista genial que escapou da colisão.
Todos especulavam de início que o motorista fosse um veterano experiente.
No fim das contas, ficaram mudos de espanto ao verem que quem saiu do carro era uma garota.
Depois de fazer algumas perguntas, o policial de trânsito fez um sinal de joia para Dália.
— O fato de você ter desviado demonstra que tem uma técnica muito boa de condução, e também muita percepção e reflexo rápido.
— Obrigada pelo elogio, foi apenas o meu instinto de sobrevivência. — Dália falou com modéstia.
Dália não apenas conseguiu se livrar, mas também ligou o pisca-alerta para avisar os carros de trás.
Ela foi realmente muito ágil.
— Não.
Dália balançou a cabeça: — Eu só tenho o costume de dirigir rápido, então acho que a minha reação é mais ou menos boa.
Havia também uma motorista que ainda estava com as mãos e os pés tremendo de susto.
Nesse momento, ao ver que Dália também era uma garota e havia escapado da morte, foi até lá para enchê-la de elogios.
Depois ela olhou para Dália de forma minuciosa: — Bem, você me parece um pouco familiar. Você é aquela ganhadora da medalha de ouro da OIM deste ano, não é?
— Você se chama Dália, certo?
Dália não esperava que ainda a reconhecessem.
— Olá, eu sou a Dália. — Dália cumprimentou a bela mulher sorrindo.
A motorista apertou as mãos de Dália: — Ah, não imaginei que seria mesmo você. Eu estudei com a Bia e vi a entrevista dela.
— E depois me lembrei de você.

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