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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 1

Aqui começamos uma jornada para finalizar a terceira geração. Achei chato não concluir os três primos que faltaram, então trouxe para vocês.

Rael - Filho do Ben e da Ravena. (Irmão da Rubi)

Tieran - Filho do Connor e da Astoria.

River - Filho do Karev e da Mallory.

Espero que gostem. E se você não conhece esses personagens. O livro de cada um dos casais está aqui na Buenovela, postado no meu perfil.

Rael

Eu estava encostado perto da lateral do jardim, uma cerveja gelada na mão, observando o espetáculo mais bonito e mais barulhento daquela tarde.

Rubi desfilava pelo gramado como se fosse dona do mundo.

Barrigão à frente, Ayla segurando firme a mão dela, cabelo preso de qualquer jeito, sorriso largo no rosto. Por onde passava, deixava rastros de risadas, comentários, carinho. Era impossível não olhar. Impossível não sorrir.

Ela tinha conseguido.

Família. Amor. Estabilidade. Um futuro inteiro andando ao lado dela.

Atrás vinham Riuk, Enoch, Eron, Libby, Laura, uma pequena multidão de lobos, crianças, parentes e amigos que pareciam orbitá-la como planetas em volta de um sol recém-nascido.

E eu ali.

Observando.

Não com inveja. Nunca foi isso.

Mas com aquela sensação estranha de quem olha um porto seguro sabendo que, por enquanto, ainda prefere o mar aberto.

Levei a cerveja à boca quando senti o perfume familiar antes mesmo de ouvir a voz.

“Bonita cena, não é?”

Suspirei.

“Muito”, respondi, sem virar o rosto. “Ela merece.”

Minha mãe parou ao meu lado. Ravenna tinha aquele olhar que misturava orgulho, afeto… e perigo. Aprendi cedo a reconhecer quando ela vinha só observar e quando vinha plantar ideias.

Hoje era o segundo caso.

“Está tudo se alinhando”, ela disse, casual demais. “Uma geração inteira se formando. Filhos, alianças, raízes.”

Bebi mais um gole.

“Uhum.”

Ela virou o corpo para mim, os braços cruzados.

“O próximo tem que ser você.”

Engasguei.

“Eu o quê?” virei o rosto, arqueando a sobrancelha.

“Você, Rael.” Ela sorriu daquele jeito doce e absolutamente nada inocente. “O próximo a encontrar alguém. Só faltam vocês três agora.”

Soltei uma risada curta.

“Mãe, não começa.”

“Não estou começando nada.” Ela inclinou a cabeça. “Só observando. A Deusa sempre prepara algo quando menos esperamos.”

Dei outro gole longo, encarando o céu.

“Não inventa. Eu estou bem do jeito que estou. Não quero ninguém agora.” Apontei o gargalo da cerveja para o jardim. “Passei anos cuidando do Sul, da alcateia, de todo mundo. Quero curtir um pouco. Já conversei com o papai.”

Ela franziu o cenho.

“E o que exatamente isso significa?”

“Que vou tirar um ano pra mim.” Sorri. “Nada de relatórios, nada de decisões políticas, nada de reuniões intermináveis. Só… eu.”

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