Ethan soltou uma risada fria e deu um aviso a Skye.
Dinheiro. É sempre por causa de dinheiro.
De novo e de novo — esse maldito dinheiro.
E a pior parte? Skye não tinha muito, e se importava demais com isso. Era por isso que Ethan sempre conseguia mantê-la sob seu controle.
Quando Skye permaneceu em silêncio, Ethan soube que sua ameaça havia surtido efeito. Seu tom de voz suavizou um pouco. "Minha avó chegou a Slegate. Você vai voltar comigo."
Skye congelou por um segundo, e então tudo fez sentido.
Não era de se admirar que ele tivesse deixado Claire para trás e corrido para encontrá-la.
Então era isso. Judy estava aqui, e ele precisava manter as aparências. Essa era a única razão pela qual ele viera procurá-la.
"O médico disse que a pressão arterial dela tem estado alta nos últimos dias", acrescentou Ethan, com uma gentileza quase forçada. "Portanto, não comece nenhuma briga comigo. Apenas venha."
Com isso, ele saiu do local.
Skye segurou o fôlego por um momento. No fim, ela acabou seguindo-o.
Não por ele, mas por Judy.
...
De volta à sala privativa, Kylie não esperou muito antes que seu telefone vibrasse. Era uma mensagem de Skye.
"Querida, não vou voltar para sua casa hoje à noite. Não se preocupe comigo. Amanhã eu apareço para te pedir desculpas."
Kylie pensou por um momento e respondeu: "Fique em segurança."
Ainda assim, ela não conseguia entender. Como Skye acabou se envolvendo com os Shermans? E não apenas envolvida, ela era casada com o patriarca da família.
Não fazia o menor sentido.
Com a partida de Skye, Kylie não teve escolha senão ficar e beber com Dana.
Ela não tinha ido a muitos jantares de negócios nos últimos anos. Sua tolerância ao álcool havia caído bastante.
Até Dana percebeu. Ela riu de Kylie. "Você costumava se gabar de que podia deixar qualquer um debaixo da mesa de tanto beber. Eu costumava ter inveja disso. Você sabe como é — quando se está negociando acordos, saber beber ajuda muito."
Kylie assentiu. Isso era verdade.
Uma alta tolerância ao álcool podia ser muito útil em ambientes de negócios.
Em alguns lugares, as pessoas até brincavam: "Três drinques para dentro, e o contrato é seu."
"Estive ocupada com a faculdade nos últimos anos", disse Kylie. "Não tenho gerenciado projetos pessoalmente, então não saio mais tanto para beber. Minha tolerância diminuiu."
Então ela acrescentou: "Ainda assim, não importa o quão útil seja, você precisa cuidar do seu corpo. Eu estraguei meu estômago de tanto beber naquela época."
Dana suspirou. "É verdade. Mas nos negócios... quem consegue realmente passar ileso por isso?"
Então ela ficou curiosa. "Então sua tolerância foi construída com o tempo? Tem alguma dica? Talvez eu possa ensinar minha equipe."
Dicas...
Kylie pensou por um momento. "Primeiro, conheça seu limite. Assim, você não o ultrapassa durante as reuniões. Tente ficar dentro dessa margem. Com o tempo, seu corpo se acostuma ao álcool, e sua resistência melhora."
Dana se viu em uma situação difícil. "Mas durante as reuniões, estamos ocupados falando de negócios. Quem tem tempo para acompanhar o quanto já tomou ou o que bebeu?"
Isso fez Kylie hesitar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Antes uma tola por amor, agora protagonista
Tem capítulos faltando, ex: 172 a 176....