Axel não fazia ideia do que Kylie estava pensando. Seus olhos permaneceram fixos nas rosas vermelhas que ela segurava.
Havia uma escuridão em seu olhar que ele nunca tinha mostrado antes.
“Por que está tudo tão vazio aqui?”, Axel perguntou, com a voz fria, escondendo rapidamente aquela estranha escuridão nos olhos.
Kylie quase riu.
Sério? Ele não tinha percebido da última vez que esteve ali?
Isso só mostrava que ele nunca tinha prestado atenção nela de verdade.
“Eu tirei tudo”, Kylie disse, colocando cuidadosamente as flores em um ‘vaso’.
Quando Axel viu o que ela estava usando, seus olhos ficaram ainda mais tensos. “É isso que usa como vaso?”
“Não tenho um vaso de verdade em casa”, Kylie respondeu, casualmente.
Ela não esperou a reação dele e continuou: “Você não veio aqui para falar sobre onde eu coloco flores, veio?”
Axel odiou o tom frio dela. Aquilo o deixou irritado.
Ele puxou a gola da camisa e disse, frustrado: “Até quando vai continuar agindo assim?”
Kylie soltou um chiado ao espetar o dedo em um espinho da rosa.
Uma gota de sangue se espalhou na ponta do dedo, mas ela sorriu.
Mesmo agora, ele achava que ela só estava fazendo birra?
Até fazia sentido. Durante sete anos, ela fez tudo o que ele quis. Agora que tinha suas próprias escolhas, ele não sabia lidar com isso.
“Já te disse no hospital. Acabou, Axel.” Ela não tinha medo de repetir.
Se ele não tinha entendido ou estava fingindo, ela queria que ficasse claro que aquela relação tinha terminado.
“Não importa o que pensou de mim todos esses anos, como namorada ou não, acabou!”
O cômodo ficou em silêncio por um longo tempo. Era como se o ar tivesse congelado.
Axel apenas a encarava, frio e distante. Seus olhos estavam afiados e gelados.
Por fim, ele falou, com a voz ainda mais fria: “Isso é por causa do Zander?”
Kylie congelou por um segundo, a mente em branco, sem entender de imediato.
Então viu o olhar de desprezo e o sorriso debochado nos olhos dele, e finalmente entendeu o que ele queria dizer.
Então, aos olhos dele, sou esse tipo de pessoa?
Ridículo!
Talvez fosse porque o clima tinha esfriado nos últimos dias.
Kylie respirou fundo e sentiu como se o corpo inteiro tivesse virado gelo.
Um frio que cortava até os ossos.
Quem ele pensava que era?
Ele tinha sido o primeiro a mudar!
Ele tinha sido o primeiro a traí-la!
Então por que estava tentando jogar toda a culpa nela agora?
Levi Stinson, o diretor da Divisão 2, estava quase chorando. “Por favor, Sra. Rehbein, preciso da sua ajuda. Não sei mais o que fazer.”
“Desculpe”, Kylie disse, desligando o computador exatamente no horário. “Não posso ajudá-lo.”
“Sra. Rehbein...”
Kylie não respondeu. Como sempre, deixou os documentos que precisavam da assinatura de Axel sobre a mesa dele, junto com uma nova carta de demissão, e saiu do trabalho no horário.
Levi entrou em pânico.
Se Axel não aprovasse os fundos logo, o projeto dele fracassaria.
Ele estava contando com isso para um grande bônus naquele ano!
“Susan, você é próxima da Sra. Rehbein, não é? Vai lá pedir ajuda a ela!”
Desesperado, Levi mandou sua subordinada, Susan Holt, implorar para Kylie.
Ela era a mesma pessoa que tinha feito comentários maldosos sobre Kylie no Instagram durante o último evento de integração da equipe.
Não havia a menor chance dela concordar em ajudá-la.
Naquele dia do evento, Susan tinha bebido demais e postado no Instagram sem perceber que Kylie podia ver.
Mesmo que uma colega a tivesse avisado, e ela bloqueado rapidamente, Susan tinha quase certeza de que Kylie já tinha visto.
Caso contrário, por que ela estaria tão fria ultimamente? Sempre que Susan precisava de algo, Kylie simplesmente a ignorava.
Se surgia um problema, recusava ajudar na hora.
Não era nada como antes, quando Kylie apontava gentilmente os erros e dava conselhos de como consertar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Antes uma tola por amor, agora protagonista
Tem capítulos faltando, ex: 172 a 176....