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Antes uma tola por amor, agora protagonista romance Capítulo 379

— Você conversou com seu filho antes sobre isso, Sr. Kingston? — perguntou Kylie, com a voz serena e equilibrada. Ela não se apressou em responder.

Terry foi direto. — Ainda não, mas ele sempre foi curioso e faz perguntas inteligentes.

— Acho melhor falar com ele primeiro — sugeriu Kylie.

Terry era um dos amigos antigos de Lana, e seria rude rejeitá-lo de imediato. Aquela foi a recusa mais educada que ela poderia dar.

Mas Terry parecia seguro. — Ele vai aceitar, eu garanto!

Quando o jantar terminou, Lana entregou a Kylie uma pilha grossa de papéis.

A professora resmungou: — Aqui estão todas as anotações importantes. Estude com atenção e não me faça passar vergonha.

Kylie sorriu de canto. — Isso não é favoritismo?

Lana bufou. — E se for? Não me diga que não posso aproveitar um privilégio de vez em quando.

Era só material de estudo, não uma folha de respostas.

Como sempre.<\/i>

Kylie não conteve o riso. Pegou os papéis, se despediu e saiu.

Mal tinha chegado ao portão quando ouviu Lana novamente:

— Não dirija depois de beber.

— Tenho motorista. Pode ficar tranquila — respondeu ela.

Só então Lana voltou para dentro.

Enquanto isso, Terry já estava ao telefone com Stephen, contando o que havia acontecido.

Stephen ficou em silêncio.

Ele queria que Kylie fosse sua mentora?

Aquilo parecia uma afronta.

A paciência de Terry se esgotou com o silêncio prolongado. — Que atitude é essa? Não quer? Você tem ideia de quão impressionante é a Srta. Rehbein? Ela liderou a reestruturação do Grupo Nexoria e gerencia o projeto Cortex AI. Você nem chega perto do nível dela. Se ela aceitar te orientar, é um privilégio, não motivo para birra.

Ainda irritado, Terry desligou sem esperar resposta.

...

O vinho de Lana era forte, e o sabor persistia.

Kylie cochilou no carro e só acordou quando o motorista falou:

— Srta. Rehbein, o Sr. Bowen está bloqueando a rua de novo.

A irritação de Kylie veio à tona na hora.

Qualquer um perderia a paciência sendo encurralado assim repetidas vezes.

O pior é que ela já tinha mudado de endereço. Como Axel descobriu o novo local?

Por outro lado, se ele quisesse saber, não demoraria muito.

Ainda assim, ela não imaginava que ele fosse tão longe por causa de Rhea.

Kylie abriu a porta e saiu.

O vento frio cortou seu rosto, dissipando a névoa do álcool.

Axel se aproximou, passos lentos e seguros, parando a poucos metros. Franziu a testa:

— Você bebeu? Foi por trabalho?

Para qualquer outro, ele pareceria preocupado.

Mas Kylie não acreditou na encenação. Foi direta:

— Eu te devia pela ajuda no acidente, mas isso já passou. Não vou desistir do caso. Vou até o fim.

Assim que terminou, uma rajada forte soprou, levantando seus cabelos soltos e espalhando-os pelos ombros.

O olhar de Axel se perdeu, atraído pelos fios de Kylie dançando ao vento.

Por alguns segundos, ele esqueceu de responder.

A paciência de Kylie se esgotou. Ela jogou o cabelo para trás com brusquidão, a irritação evidente na voz:

— Você ouviu o que eu disse?

Axel finalmente desviou o olhar, abaixando as pálpebras. O tom era calmo, mas distante:

— Então não tem mesmo como conversarmos?

— Nada — respondeu ela, sem hesitar.

O tom firme não deixava espaço para discussão. Axel não insistiu:

— Entendido — disse baixo.

Kylie se virou e foi embora, sem olhar para trás ou se despedir.

Ele ficou ali por um bom tempo, observando até que ela sumisse completamente.

Só então desviou o olhar. Os olhos profundos, imóveis e indecifráveis, como um lago que esconde o fundo.

Voltou ao carro, mas não dirigiu. Acendeu um cigarro, o brilho avermelhado pulsando entre os dedos enquanto o vento passava.

...

No dia da apresentação da Pulse Technology em Nordhaven, Rhea ligou pessoalmente para Stephen, convidando-o.

Mas Stephen disse que estava viajando a trabalho.

O ânimo de Rhea caiu.

Ainda assim, não levou para o lado pessoal. Achou que ele estava ocupado.

Afinal, sabia exatamente o que significava para ele.

Ultimamente, Stephen não era mais o mesmo. Raramente aparecia na empresa.

E quando aparecia, os acionistas não paravam de repreendê-lo.

Terry estava ficando inquieto com isso.

— Pensou na ideia que te falei antes? — insistiu, tentando convencê-lo.

Stephen recostou-se, distraído, encaixando peças de Lego. O tom era apático:

— Ela provavelmente nem vai me aceitar.

Terry franziu o cenho:

— Por quê? — Stephen não respondeu.

Quando Terry continuou pressionando, Stephen finalmente murmurou que ele e Kylie tinham questões mal resolvidas.

Isso tirou Terry do sério:

— Então peça desculpas! Vou falar com seu mentor para marcar. Você vai pedir desculpas pessoalmente, direito dessa vez.

— Não vou — disse Stephen, frio.

— Então sabe o quanto isso é humilhante — retrucou Terry.

Queria continuar repreendendo, mas Stephen o interrompeu:

— Quando você encontrou a Professora Allen, perguntou sobre o aluno expulso?

— Ela disse que a identidade dele será revelada em breve. Mandou ter paciência e esperar.

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