— Você conversou com seu filho antes sobre isso, Sr. Kingston? — perguntou Kylie, com a voz serena e equilibrada. Ela não se apressou em responder.
Terry foi direto. — Ainda não, mas ele sempre foi curioso e faz perguntas inteligentes.
— Acho melhor falar com ele primeiro — sugeriu Kylie.
Terry era um dos amigos antigos de Lana, e seria rude rejeitá-lo de imediato. Aquela foi a recusa mais educada que ela poderia dar.
Mas Terry parecia seguro. — Ele vai aceitar, eu garanto!
Quando o jantar terminou, Lana entregou a Kylie uma pilha grossa de papéis.
A professora resmungou: — Aqui estão todas as anotações importantes. Estude com atenção e não me faça passar vergonha.
Kylie sorriu de canto. — Isso não é favoritismo?
Lana bufou. — E se for? Não me diga que não posso aproveitar um privilégio de vez em quando.
Era só material de estudo, não uma folha de respostas.
Como sempre.<\/i>
Kylie não conteve o riso. Pegou os papéis, se despediu e saiu.
Mal tinha chegado ao portão quando ouviu Lana novamente:
— Não dirija depois de beber.
— Tenho motorista. Pode ficar tranquila — respondeu ela.
Só então Lana voltou para dentro.
Enquanto isso, Terry já estava ao telefone com Stephen, contando o que havia acontecido.
Stephen ficou em silêncio.
Ele queria que Kylie fosse sua mentora?
Aquilo parecia uma afronta.
A paciência de Terry se esgotou com o silêncio prolongado. — Que atitude é essa? Não quer? Você tem ideia de quão impressionante é a Srta. Rehbein? Ela liderou a reestruturação do Grupo Nexoria e gerencia o projeto Cortex AI. Você nem chega perto do nível dela. Se ela aceitar te orientar, é um privilégio, não motivo para birra.
Ainda irritado, Terry desligou sem esperar resposta.
...
O vinho de Lana era forte, e o sabor persistia.
Kylie cochilou no carro e só acordou quando o motorista falou:
— Srta. Rehbein, o Sr. Bowen está bloqueando a rua de novo.
A irritação de Kylie veio à tona na hora.
Qualquer um perderia a paciência sendo encurralado assim repetidas vezes.
O pior é que ela já tinha mudado de endereço. Como Axel descobriu o novo local?
Por outro lado, se ele quisesse saber, não demoraria muito.
Ainda assim, ela não imaginava que ele fosse tão longe por causa de Rhea.
Kylie abriu a porta e saiu.
O vento frio cortou seu rosto, dissipando a névoa do álcool.
Axel se aproximou, passos lentos e seguros, parando a poucos metros. Franziu a testa:
— Você bebeu? Foi por trabalho?
Para qualquer outro, ele pareceria preocupado.
Mas Kylie não acreditou na encenação. Foi direta:
— Eu te devia pela ajuda no acidente, mas isso já passou. Não vou desistir do caso. Vou até o fim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Antes uma tola por amor, agora protagonista
Tem capítulos faltando, ex: 172 a 176....