O Grupo Vortex havia feito uma parceria com a Universidade Slegate para criar programas de estágio e emprego que ajudavam os estudantes a encontrar trabalho.
Eles até doaram duzentos milhões para financiar um novo prédio de tecnologia.
A ironia doía.
Cada uma dessas ideias tinha vindo da Kylie, quando ela ainda trabalhava na Vortex.
Foi ela quem planejou, coordenou e impulsionou cada parte do projeto.
Quando Kylie fez aquela proposta, seu objetivo era construir para Axel uma rede sólida de contatos, esperando que ele pudesse usar esses favores quando chegasse a hora.
Agora, ele estava usando.
Mas era por Rhea.
A mão de Kylie se fechou devagar enquanto sua mente ficava em branco por alguns segundos.
Depois de uma pausa, ela disse baixinho:
— Entendi.
John sabia que estava errado e tentou se redimir:
— O Salão B pode ser menor que o Salão A, mas vai servir. Também vou garantir que a Cortex AI receba divulgação gratuita no site da escola, nos fóruns e nas redes sociais.
— Obrigada, John.
Antes de desligar, John pediu desculpas mais uma vez.
Cada um tem seu lugar e suas próprias batalhas.
Kylie entendia isso.
Era assim que as coisas funcionavam. No fim, tudo se resumia a favores.
Mas ela não tinha tempo para se prender àquilo. Precisava reunir sua equipe e preparar o novo salão.
Quando voltou, viu que o motorista já tinha tirado as placas de sinalização do lixo e as limpava com cuidado.
Ele olhou para ela, esperando uma resposta.
Kylie disse:
— Leve-as para o Salão B.
Isso bastou.
Ele não fez perguntas e voltou ao trabalho.
Quando a equipe da Prosperia Investments chegou, Kylie e o motorista já varriam o chão.
Com mais gente ajudando, o progresso finalmente acelerou.
Quando quase tudo estava pronto, o relógio já marcava três da manhã.
Kylie se sentia culpada por manter todos acordados até tão tarde.
Pegou o celular, pronta para pedir comida e bebidas como agradecimento.
Mas antes que pudesse fazer o pedido, um entregador chegou segurando várias sacolas de papel.
Ele chamou da porta:
— A senhora Rhea está aqui?
— Sou eu — respondeu Rhea, levantando-se e indo até a porta.
O entregador sorriu:
— Aqui estão cafés e doces do senhor Bowen. Por favor, assine o recebimento.
— Claro. — Rhea assinou e imediatamente ligou para Axel. Sua voz era suave, transbordando uma alegria que ela nem tentava esconder:
Polly batalhou muito para entrar nesse círculo, tudo para abrir caminho para Rhea.
Rhea perguntou:
— A senhora Horton vem?
Polly suspirou:
— Não. Você sabe como ela é. A Kylie já a influenciou.
Rhea deu uma risada baixa:
— A Kylie deve ter dito algo para virar elas contra mim. A senhora Horton e o Rowan não seriam tão parciais de outra forma.
Principalmente o Rowan.
Eles foram próximos por anos, mas bastaram algumas palavras da Kylie para mudar tudo.
Ele ficou frio, distante.
Antes, era o mais ativo no grupo de mensagens. Agora, mal aparecia.
Desta vez, Rhea até mandou um convite para o roadshow no grupo.
Ele não respondeu.
Fingiu que nem viu.
Polly também não teve sorte com Camelia ultimamente, então só de mencionar o nome dela já ficava irritada.
— Esquece ela — disse Polly, ríspida. — A maioria das esposas vai hoje. Faça bonito. Não me faça passar vergonha.
— Pode deixar.
— E mais uma coisa — acrescentou Polly. — Diga para a Lissie não ir. A situação dela pode ter acalmado, mas se alguém a reconhecer, isso pode prejudicar sua imagem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Antes uma tola por amor, agora protagonista
Tem capítulos faltando, ex: 172 a 176....