Nesse momento, uma mulher desceu do carro de Felipe Rocha, segurando um bebê nos braços.
O bebê era de uma fofura encantadora: tinha a pele iluminada, sobrancelhas espessas, olhos brilhantes e cabelos cacheados naturalmente, lembrando uma daquelas crianças sorridentes de folheto de Natal.
Parecia que tinha acabado de completar um ano. Ainda não falava, só balbuciava sons suaves e doces.
— Obrigada, Alana.
Jéssica Nascimento pegou o bebê do colo da mulher, abraçando-o com carinho.
— Mamãe...
A vozinha infantil chamou, suave, mas perfeitamente clara.
— Sim, mamãe está aqui!
Jéssica Nascimento beijou com carinho o rostinho macio e claro do bebê.
Ao lado, Guilherme Serra ficou como se todo o sangue tivesse sido drenado de seu corpo.
Paralisado, sentiu os dedos ficarem frios.
Aquela criança...
Era filha de Jéssica Nascimento...
Jéssica Nascimento tinha um filho?!
Os olhos de Guilherme Serra se arregalaram, as pupilas tremendo de incredulidade.
Não conseguia convencer a si mesmo de que era um engano.
O rosto de Jéssica Nascimento, ao carregar o bebê, mostrava uma ternura que ele jamais vira antes.
Era a expressão de quem se tornara mãe.
Um sentimento verdadeiro, que só uma mãe demonstra ao próprio filho.
Alana, ao lado, mantinha um sorriso profissional.
Ela percebeu a presença de Guilherme Serra, mas não sabia quem ele era, tampouco qual era sua relação com Jéssica Nascimento.
— Dona Kelly, a Maria acordou chorando e pedindo pela mãe, então pedi para o Sr. Rocha nos trazer até aqui.
— Certo, pode ir para casa hoje. Daqui para frente, eu cuido da Maria.
Jéssica Nascimento falou, entregando uma gorjeta para Alana.
— Obrigada, Dona Kelly.
Assim que Alana saiu, Jéssica Nascimento entrou no carro de Felipe Rocha, com o bebê ainda no colo.
Felipe Rocha demorou um instante para reagir antes de voltar ao volante.
O Audi A6 preto passou diante de Guilherme Serra, acelerando cada vez mais, até deixá-lo para trás, parado na calçada.

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