Quatro horas depois—
Jéssica Nascimento e Bo Lopes se despediram na porta de uma lanchonete.
— Não vou te pedir uma resposta agora. Pode pensar com calma nos próximos dias e, quando decidir, é só me procurar.
— Tá, tá bom...
Bo Lopes coçou a nuca, as bochechas levemente coradas.
— Então até logo, Presidente Jéssica.
— Até logo.
Enquanto via Bo Lopes se afastar rumo ao Eixo Corporate Center, Jéssica Nascimento se virou e só então notou Guilherme Serra, encostado tranquilamente à vitrine do restaurante.
— O que você faz aqui?
Guilherme Serra virou o rosto e encontrou o olhar surpreso de Jéssica Nascimento, respondendo com naturalidade:
— Estou esperando você.
— Você ficou aqui em pé por quatro horas só pra me esperar?
— Sim.
Guilherme Serra assentiu de imediato.
— Por que não ficou esperando no carro?
Ele deu alguns passos, aproximando-se de Jéssica Nascimento.
Quando parou, ficou a menos de meio passo de distância dela e inclinou levemente a cabeça.
Por um instante, Jéssica Nascimento pensou que a testa de Guilherme Serra fosse encostar na sua.
— Porque queria te emocionar.
Os olhos próximos, brilhando como estrelas, e os lábios finos desenhando um sorriso delicado.
Jéssica Nascimento teve a impressão de que Guilherme Serra estava deliberadamente tentando seduzi-la.
— Então vai acabar se decepcionando.
Ela fingiu indiferença, empurrou Guilherme Serra de leve e foi em direção ao carro.
Ele a seguiu, passo a passo, forçando um sorriso amargo.
Quando voltaram para a cidade, já estava quase na hora do jantar.
— Quer jantar comigo?
A voz de Guilherme Serra era suave, o tom sincero.
Mas Jéssica Nascimento balançou a cabeça.
— Não, marquei de jantar com Hector Gomes no refeitório da empresa.
Quando ela estava prestes a sair do carro, Guilherme Serra segurou seu pulso.

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