— Alô?
— Diretor Leandro, aconteceu uma tragédia...
O início do relato de Carlos fez com que Guilherme Serra franzisse imediatamente a testa.
— O sistema do centro de reabilitação de menores foi destruído.
— O quê?
— O centro foi invadido por criminosos, e eles não só formataram todas as informações do sistema, como também mataram o administrador sênior.
As palavras de Carlos trouxeram um brilho de choque e dúvida aos olhos de Guilherme Serra.
Se o objetivo fosse apenas destruir o sistema, não haveria necessidade de matar alguém.
Contratar um hacker, usar um vírus — havia tantas maneiras de fazer isso.
Mas escolheram justamente o caminho mais extremo e perigoso, o que só podia indicar que o invasor tinha prazer e habilidade para matar.
Naturalmente, uma figura surgiu na mente de Guilherme Serra.
País C, sede dos Falcões do Norte.
Joker conectou o pen drive ao seu notebook, observando as informações copiadas do sistema do centro de reabilitação.
Com uma arma na mão e um cigarro nos lábios, ele acompanhava o conteúdo que aparecia na tela — e tudo correspondia exatamente ao que esperava. O sorriso de Joker se tornava cada vez mais cruel.
No hospital, Jéssica Nascimento e Lívia Gomes finalmente fizeram as pazes.
— Eu não consigo viver sem sua amizade, Jéssica. Se você nunca me perdoar, acho que prefiro morrer! — exclamou Lívia Gomes, chorando e revelando tudo o que sentia.
Nos últimos dias, ela pensara muito e se culpou inúmeras vezes.
Antes, não foi uma nem duas vezes que ela chamou Jéssica Nascimento de "iludida por amor", mas percebeu que ela própria era ainda mais. Achava que pedir o perdão de Jéssica e desejar retomar a amizade era até um tipo de crueldade com a amiga.
Por isso, chegou a pensar em desistir.
No entanto, as lembranças dos momentos vividos com Jéssica Nascimento no ensino médio eram fortes demais para ela abrir mão dessa amizade.
Então, Lívia decidiu esperar Jéssica embaixo do prédio dela.

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