— O que houve, Ana?
Jéssica Nascimento estranhou o olhar da colega.
— Chefe, eu te invejo tanto!
Ana juntou as mãos, os olhos brilhando como estrelas.
Foi nesse momento que Jéssica percebeu que Ana não tirava os olhos da caixa de presente sobre sua mesa.
Ela havia deixado a caixa aberta, e o colar com diamante amarelo reluzia à mostra.
— Ah, quando será que vou ser tão rica quanto você, chefe?
Jéssica Nascimento não sabia se ria ou chorava.
— Esse colar não fui eu que comprei — respondeu, casualmente.
Para sua surpresa, os olhos de Ana brilharam ainda mais.
— Então foi presente de alguém! Esse alguém só pode te amar de verdade, chefe!
Jéssica inclinou a cabeça, intrigada.
— E como você tem tanta certeza?
— Porque onde está o dinheiro, está o amor! Esse colar é caríssimo, só pode ser prova de amor verdadeiro!
— ...
— Se alguém me desse um colar desses, eu me casava na hora.
Jéssica ouviu a lógica de Ana. Não estava certa, mas também não podia dizer que estava errada.
— Ana, quem gasta dinheiro com você não necessariamente te ama.
Quando se casou com Guilherme Serra, ele também lhe dava presentes caros em todas as datas comemorativas.
No entanto...
Guilherme Serra nunca a amou de verdade.
— Mas quem diz que te ama e não gasta um centavo com você, esse aí certamente não te ama.
— Tá bom, tá bom, você tem razão.
Jéssica concordou, preferindo não discutir mais.
Para a maioria das pessoas, dinheiro realmente é importante.
Quem gasta com você, geralmente ama você.
Mas Guilherme Serra era diferente.

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