Jéssica Nascimento fitou Cesar Batista com um leve sorriso.
Cesar Batista parecia enxergar, naqueles olhos encantadores, o brilho colorido dos fogos de artifício.
— Vou seguir o que você disser.
Jéssica Nascimento pegou o celular e desligou a ligação.
Não demorou muito e o telefone tocou de novo, era Guilherme Serra mais uma vez.
Jéssica Nascimento desligou novamente.
Quando Guilherme Serra ligou pela terceira vez, Jéssica Nascimento entregou o celular para Cesar Batista, indicando que ele deveria atender.
Ela sabia que, ao descobrir que ela estava acompanhada de Cesar Batista, Guilherme Serra certamente não insistiria mais.
— Alô?
No quarto do hospital, Guilherme Serra ouviu que era Cesar Batista quem atendia o telefone de Jéssica Nascimento e seus dedos se tensionaram imediatamente.
— Jéssica Nascimento está aí com você?
— Claro que está.
Cesar Batista respondeu sem hesitação:
— Eu e Jéssica estamos juntos, assistindo aos fogos.
Ele afastou de propósito o telefone do ouvido, deixando Guilherme Serra escutar o som das explosões no céu.
O barulho dos fogos soava para Guilherme Serra como se fossem socos em seu peito. Ele não conseguiu evitar tossir algumas vezes.
— Passe o telefone para a Jéssica Nascimento.
A ordem na voz de Guilherme Serra fez Cesar Batista se surpreender, mas ele logo sorriu.
— Guilherme Serra, você ainda não percebeu? É justamente porque Jéssica não quer falar com você que fui eu quem atendeu.
Do outro lado da linha, Guilherme Serra respirou fundo.
Seguiu-se um longo silêncio.
Guilherme Serra não disse nada, nem desligou.
Cesar Batista também permaneceu em silêncio, sem encerrar a ligação.
Jéssica Nascimento, distraída, bebia seu refrigerante.
Ela já imaginava o motivo das ligações de Guilherme Serra.
A essa altura, o acordo de divórcio já devia estar nas mãos dele.

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