Guilherme Serra, sentado no banco do motorista, inclinou-se para fora da janela.
— Entra, vou te levar para almoçar.
Jéssica Nascimento lançou um olhar rápido para Guilherme Serra.
— Eu tenho carro, obrigada.
— Seu pneu furou.
— O quê?
As palavras de Guilherme Serra fizeram os olhos de Jéssica Nascimento se arregalarem.
Bem na sua frente estava o BMW branco dela. Ela foi conferir e, de fato, o pneu estava furado.
Nesse momento, Guilherme Serra saiu do carro e se aproximou.
— Viu só? Cheguei na hora certa, não acha?
A voz que ecoava aos ouvidos era agradável, cheia de uma magnetude envolvente, mas Jéssica Nascimento apenas revirou os olhos com força.
— Guilherme Serra, você não acha isso infantil?
Vendo Jéssica Nascimento de braços cruzados, confrontando-o com firmeza, Guilherme Serra fingiu inocência.
— Você está me acusando injustamente. Não fui eu quem furou o pneu.
Foi ele quem mandou furar.
Jéssica Nascimento analisou Guilherme Serra, desconfiada, e pegou o celular da bolsa.
— Cesar Batista está numa reunião do governo, Natan Morais está viajando a trabalho, Patricio Ramos foi obrigado pelo pai a fazer estágio no resort da família... Pedro Teixeira, imagino que não te interessa... E quanto ao José Paz, ele casa mês que vem com a neta do presidente da NeoVerde Technologies.
Jéssica Nascimento ficou em silêncio.
Se Guilherme Serra dedicasse esse empenho à administração da empresa, as ações do Grupo certamente se recuperariam mais rápido.
Jéssica Nascimento abriu um sorriso e balançou o celular diante de Guilherme Serra.
— Eu vou chamar um Uber, está bem assim?
O semblante confiante de Guilherme Serra mudou na hora. Quando viu Jéssica Nascimento pedir o Uber, ele também sacou o telefone e ligou para Carlos.
— Diretor Leandro...
— Quero comprar o Uber. Agora.
— ...O quê?
A ordem de Guilherme Serra deixou Carlos atordoado.

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